A aprovação do Dia Nacional do Talaia Baixo é uma grande prenda para São Filipe, e para a ilha do Fogo, considerou o autarca são-filipense, Nuías Silva, que se regozijou com a decisão tomada no Parlamento.
O Parlamento aprovou por unanimidade na sessão plenária desta quinta-feira, 28, o projecto que decreta 1 de fevereiro como Dia Nacional da Talaia Baixo.
Para o Presidente da Câmara Municipal de São Filipe, Nuías Silva, “esta aprovação também é uma boa prenda para São Filipe, para e para a ilha do Fogo”.
Por outro lado, diz que o reconhecimento a este género musical “muito apreciado a nível nacional, de origem foguense” é uma forma de homenagear os seus compositores e intérpretes.
“A Câmara Municipal de São Filipe, quando solicitada pelo Parlamento nacional, sobre o seu parecer para este projecto, que agora foi aprovado, nós não tivemos receio nenhum em de imediato dar o nosso parecer positivo, daí que estamos satisfeitos com a sua aprovação”, afirmou.
Após a aprovação do projecto lei que institui Dia Nacional da Talaia Baixo, por unanimidade no Parlamento, o dia 1 de Fevereiro passará a ser o dia consagrado a este género musical.
C/Inforpress
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1 Comentário
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Arlindo Rodrigues
30 de Abril, 2022 at 11:08
Não sou foguense mas enquanto comum dos caboverdeanos que se assumem no todo nacional (de Santo Antão à Brava) também me rigozijo pela elevação do “talaia baixo” à categoria dos géneros musicais reconhecidos pela Assembleia da República como detentores de atributos suficientemente qualitativos para se integrarem à restrita e distinta “matriz base” da identidade cultural caboverdeana ao ponto de ser institucionalmente consagrado um DIA NACIONAL específico do seu reconhecimento.
Porém, a modesta abrangência da minha caboverdeanidade (que se estende no todo nacional, de Santo Antão à Brava) faz-me questionar o porquê dos outros géneros musicais (do país no seu todo) por ventura igualmente dotados de qualitativos atributos culturais não serem igualmente consagrados com o reconhecimento dos respetivos dias nacionais.
Portanto, preferindo não entrar em pormenor para evitar que o debate se desvirtue porque sei o quão potencialmente fértil este tema é para instigar discussões de pendor regionalista senão mesmo bairrista, então, pura e simplesmente, pergunto: 1. estamos perante um simples descuido do Parlamento em analisar/refletir e legislar adequadamente sobre o todo nacional desta matéria ?
2. estamos perante a preguiça dos cultivadores/produtores e consumidores identitários desses outros géneros musicais (nos quais me incluo mormente no que à preguiça disser respeito) no TRABALHO de sua qualificação e difusão/promoção e consequente luta/defesa para o seu competente reconhecimento nacional ?