Os presidentes das Câmaras Municipais de Santo Antão manifestarm-se, este Sábado, “surpresos e perplexos” com o aumento da tarifa dos transportes marítimos sem se auscultar a Associação dos Municípios. Neste sentido, pedem medidas do Governo para mitigar as consequências desse aumento na vida dos santantonenses.
O presidente da Associação dos Municípios de Santo Antão, António Aleixo, em nome dos autarcas, disse que as câmaras municipais desta ilha “não podem ficar indiferentes” perante a adopção desta actualização tarifária “nos valores da sua aplicação”, manifestando “a sua tremenda preocupação” pelos impactos que este novo tarifário vai ter nos serviços, empresas, operadores económicos e nas comunidades.
Conforme António Aleixo, está em causa a “permanente e indispensável mobilidade que sustenta a conectividade, unificação e complementaridade” entre as ilhas de Santo Antão.
Municípios não foram ouvidos
Para a actualização das tarifas de transporte marítimo, os autarcas santantonenses entendem que, além da Associação da Marinha Mercante e da Associação da Defesa dos Consumidores (Adeco), dever-se-ia auscultar, igualmente, os municípios de Santo Antão e de São Vicente.
Esta actualização, segundo o presidente da Associação dos Municípios de Santo Antão, ocorre “num contexto de mais uma crise internacional” de natureza económica, financeira, alimentar, nutricional e energética, despoletada pela guerra na Ucrânia.
Contra discriminação de preços entre nacionais e estrangeiros
Os presidentes das câmaras municipais de Santo Antão estão contra a “discriminação tarifaria” entre os cidadãos estrangeiros e nacionais, considerando que esta medida que afectará o turismo nesta ilha.
Os autarcas exigem, por isso, que o Governo “elimine” esta discriminação para os cidadãos estrangeiros “ou no mínimo baixar drasticamente a sua expressão e a sua grandeza” para garantir a competitividade do destino turístico de Cabo Verde e de Santo Antão.
Os presidentes das câmaras municipais de Santo Antão sugerem ainda ao Governo que introduza “factores de mitigação” dos impactos dos aumentos que tenham em conta “o encarecimento do custo de vida, a perda dos rendimentos, a redução do poder de compra e deterioração das condições de vida das famílias”.
C/ Inforpress
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1 Comentário
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Manuel Miranda
22 de Abril, 2023 at 23:32
Essa medida do Governo em meter as mãos no bolso do povo de forma surrateira e intencional, já ultrapassou toda a forma de governação . O meu povo ainda não acordou para colocar um basta nessa gente maluca do poder autoritário sem vergonha e sem respeito para aqueles que o colocarem no poleiro. Sem vergonha ainda, aparece um deles na conferência de imprensa, dizendo de boa lata e sem vergonha de que tudo isto era e é necessário para o povo das Ilhas. Agora é a vez do povo de se unir para valer os seus direitos, até eles voltarem atrás. Isto é uma vergonha. República das bananas.