Aos 24 anos, Patrick Mendes dos Santos, de nome artístico Dj Monster, está a construir o seu caminho no mundo da música, impulsionado por uma paixão que nasceu cedo. A influência do pai foi determinante, ao levá-lo a escutar e apreciar músicas antigas desde a infância.
“Desenvolvi o gosto por todos os ritmos e assim a paixão pela arte surgiu. As minhas principais influências musicais são Miguel kr, Tony Fica, Garry, Djodje e Deejay Télio e em relação a minha profissão está o Dj Straga, Dj Deekey e Dj Shimza”, conta.
Com o tempo, a curiosidade levou-o a explorar ferramentas como o Virtual DJ, onde começou a experimentar e a aperfeiçoar-se. O que começou como uma descoberta transformou-se numa vocação, reforçada pelas primeiras oportunidades que surgiram, onde Patrick percebeu que poderá fazer mais do que apenas ‘sonhar’, recordando o momento em que decidiu levar o seu talento mais a sério.
Hoje, ele define-se como um DJ versátil, capaz de se adaptar a diferentes públicos e contextos, embora tenha gostos pessoais, privilegia a diversidade musical nas suas actuações.
“A nível profissional prefiro dar ao público a oportunidade de escutar todos os ritmos”, explica, defendendo que cada actuação deve ser uma experiência única.
A preparação da playlist, o soundcheck e a reflexão final fazem parte de uma rotina que visa garantir qualidade e evolução constante, ainda assim, reconhece que um dos maiores desafios continua a ser a interação com o público, um aspeto que procura melhorar continuamente.
Entre os momentos marcantes da sua trajectória, destaca a participação no Festival da Gamboa e no Tarravibes, experiências que considera especiais e motivadoras. Apesar das conquistas, acredita que a profissão ainda carece de maior valorização. “Ser DJ é ser um profissional digno assim como qualquer outro”, defende.
Sobre o futuro, Patrick mantém-se focado no crescimento pessoal e profissional, sem perder a essência que o trouxe até aqui.
Na sua mensagem aos jovens, deixa um apelo: “Insistam nos seus sonhos, aprendam sempre e não se iludam com as luxúrias (…), o mais importante é gostar do que fazem e se divertirem”.

