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Política

Legislativas 2026: Jónica Brito quer levar carências das comunidades periféricas ao Parlamento

A líder do partido Pessoas, Trabalho e Solidariedade (PTS),  Jónica Brito, assegurou ontem, 11, que a sua principal missão parlamentar será garantir que as carências reais das comunidades periféricas ocupem o centro do debate e das decisões legislativas.

A candidatura do Pessoas, Trabalho e Solidariedade (PTS), liderada por Jónica Brito, esteve esta segunda-feira,11, na localidade de Alto da Glória, onde centrou o discurso nas críticas à ausência do Estado e na urgência de políticas públicas que priorizem as pessoas em detrimento dos números estatísticos.

Desigualdade social

Ao analisar a realidade de Alto da Glória, bairro marcado pela ocupação espontânea, a candidata assinalou que a expansão da zona é uma consequência directa da desigualdade social.

Segundo afirmou, “a falta de alternativas habitacionais empurrou os cidadãos para um espaço sem a devida urbanização, resultando num cenário de precariedade e insegurança”.

Para Jónica Brito, a passagem pelo terreno serve como base para a construção de políticas públicas que deixem de olhar apenas para as estatísticas e passem a olhar para as pessoas.

Preocupação com a juventude

A candidata demonstrou ainda preocupação com a camada jovem da localidade, que constitui a maioria da população e que, segundo defendeu, é a mais vulnerável a “caminhos menos positivos” devido à falta de oportunidades e de sensibilidade governamental.

Com um discurso focado na justiça social e na proximidade, Jónica Brito afirmou que pretende transformar o Parlamento numa plataforma de denúncia e representação directa das comunidades.

“É essa denúncia, essa observação que levamos ao Parlamento para que sejam feitas políticas públicas que tenham, acima de tudo, não apenas números, mas um olhar humano”, defendeu a líder do PTS, acentuando que a política deve ser pautada pelo humanismo.

Cinco partidos e mais de 500 candidatos efectivos

Para as eleições legislativas de 17 de Maio próximo, a campanha eleitoral conta com a participação das três forças políticas com assento parlamentar (MpD, PAICV e UCID), assim como a participação do PP e do PTS, que concorrem em apenas seis círculos eleitorais.

Estão em disputa 72 assentos na Assembleia Nacional, sendo 66 eleitos pelos círculos nacionais e seis pelos círculos da emigração. Ao todo, são mais de 500 candidatos efectivos em destaque na campanha, que arrancou a 30 de Abril, e decorrerá até às 24 horas do dia 15 de Maio.

Recorde-se que nas últimas eleições legislativas em Cabo Verde, no dia 18 de Abril de 2021, o Movimento para a Democracia (MpD) venceu com maioria absoluta, ao eleger 38 deputados, contra 30 do PAICV e quatro da UCID.

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