O presidente da União Cabo-verdiana, Independente e Democrática (UCID), João Santos Luís, defendeu ontem, na ilha do Sal, a inclusão de contrapartidas sociais nos contratos de concessão de terrenos para hotéis e medidas de acesso ao crédito à habitação para jovens.
O líder da UCID falava após um encontro com a secretária-geral da Câmara de Turismo, Ana Carvalho, onde defendeu que os contratos de concessão de terrenos e os licenciamentos atribuídos a operadores turísticos devem prever obrigações sociais, sobretudo na área da habitação, para responder às necessidades dos trabalhadores deslocados para o Sal.
“O Estado não pode limitar-se a arrecadar receitas com a concessão de terrenos. Tem de haver contrapartidas sociais para responder ao problema da habitação no Sal”, afirmou o candidato, citado pela Inforpress.
João Luís considerou que a dinâmica turística da ilha exige uma política habitacional adequada e defendeu mecanismos de acesso ao crédito à habitação para jovens, através de renda resolúvel e outras soluções adaptadas à realidade das famílias.
Turismo e pescas
Na área do turismo, propôs a reabilitação de pontos turísticos e o reforço da formação profissional ligada ao turismo, às artes plásticas e ao artesanato.
Marina para Palmeira
Durante a visita a Palmeira, João Santos Luís falou ainda em modernizar o sector das pescas, com a introdução de embarcações semi-industriais, formação de marinheiros, tecnologias de captura, conservação e exportação de pescado, além de incentivos à aquacultura.
Defendeu a criação de uma marina na Palmeira, melhorias na iluminação da zona industrial e a implementação de taxas que incentivem novos negócios.
O presidente da UCID propôs também uma diferenciação salarial nas ilhas turísticas, como o Sal, com um salário mínimo ajustado ao custo de vida local, bem como o reforço do acesso à saúde, através de novas infraestruturas e técnicos especializados.
Cinco partidos e mais de 500 candidatos efectivos
Para as eleições legislativas de 17 de Maio próximo, a campanha eleitoral conta com a participação das três forças políticas com assento parlamentar (MpD, PAICV e UCID), assim como a participação do PP e do PTS, que concorrem em apenas seis círculos eleitorais.
Estão em disputa 72 assentos na Assembleia Nacional, sendo 66 eleitos pelos círculos nacionais e seis pelos círculos da emigração. Ao todo, são mais de 500 candidatos efectivos em destaque na campanha, que arrancou a 30 de Abril, e decorrerá até às 24 horas do dia 15 de Maio.
Recorde-se que nas últimas eleições legislativas em Cabo Verde, no dia 18 de Abril de 2021, o Movimento para a Democracia (MpD) venceu com maioria absoluta, ao eleger 38 deputados, contra 30 do PAICV e quatro da UCID.
C/Inforpress

