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Diáspora

Cabo-verdianos em França criam associação mutualista de apoio na saúde a familiares em Cabo Verde

Um grupo de cabo-verdianos residentes em França criaram, em Abril deste ano, uma associação mutualista com o objetivo de apoiar cidadãos nacionais no domínio da saúde. A associação denominada Bem Viver Mutualidade de Saúde, com sede no Palmarejo Grande, na Cidade da Praia, inicia oficialmente as suas actividades no próximo mês de Setembro, na ilha de Santiago, podendo vir a expandir-se para outras ilhas do país. 

Bem Viver Mutualidade de Saúde, pretende fazer com que os cabo-verdianos na diáspora disponibilizem cuidados de saúde aos seus familiares residentes em Cabo Verde através de uma plataforma que brevemente estará disponível para o efeito, explicou o vice-presidente da associação, José Silva, segundo o qual o projeto nasceu do facto de se ter constatado o sofrimento de muitas pessoas, implorando por ajuda, nomeadamente nas redes sociais, para terem acesso a cuidados de saúde.

Através da plataforma, a comunidade cabo-verdiana na diáspora poderá contribuir mensalmente com 30 a 90 euros para que os seus familiares possam beneficiar de todas as consultas. Além disso, vai estar disponível um fundo solidário com uma contribuição voluntária a partir de 2 euros.

Principais serviços

Conforme avançou José Silva, entre os principais serviços oferecidos pela associação Bem Viver Mutualidade destaca-se o acompanhamento personalizado através da ligação entre a família, o doente e os médicos. Esse acompanhamento visa, entre outros aspectos, garantir consultas regulares e uma estreita coordenação com os médicos para que possa ser possível uma prestação de cuidados de saúde de excelência.

Tem em vista o bem-estar mental dos beneficiários, a associação também vai apostar na escuta e prevenção no sentido de proporcionar apoio psicológico e iniciativas de prevenção, nomeadamente do suicídio.

Sem fins lucrativos 

A Bem Viver Mutualidade, esclareceu José Silva, é uma associação sem fins lucrativos. “O valor das contribuições não é suficiente para as consultas. É apenas uma forma de apoiar o projeto”, explicou, avançando que pretende-se assinar um protocolo com centros de saúde, hospitais e clínicas privadas, visando aumentar a capacidade de dar melhor resposta às necessidades dos inscritos na plataforma.

Cleidiane Tavares 

*Estagiária

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