Elciline Varela, ou simplesmente Leny, 23 anos, desde criança sonhava trabalhar num sector culturalmente “associado a homens”. A ideia era seguir a carreira de polícia, militar ou bombeiro, mas a vida acabou por a conduzir para a construção civil que é hoje em dia a sua maior paixão.
Em 2024 Elciline viu a porta abrir-lhe através de uma oportunidade de formação em canalização e instalação no Instituto do Emprego e Formação profissional (IEFP). Em menos de um ano de formação, Leny já estava pronta para entrar no mercado de trabalho.
“Antes de completar o tempo de formação, que era de um ano e três meses, fui destacada para realizar um estágio numa obra na qual um dos meus professores era responsável e só eram escolhidos os alunos que se destacaram no curso”, lembra.
O que era para ser um sonho, entretanto, acabou se revelar um pesadelo. Ao iniciar o estágio, Elciline teve que lidar com o preconceito dos colegas e dos clientes, que não viam com bons olhos uma mulher a desempenhar aquela função.
Ainda assim, esse desafio não impediu a nossa “talento” de seguir o seu sonho. Pelo contrário, depois de um ano a trabalhar com outras pessoas, esta jovem sonhadora resolveu abrir a sua própria empresa de construção civil, a CSEL Pereira Andrade Construção, que oferece todos serviços no ramo de construção civil.
“O objectivo da minha empresa é oferecer a jovens, principalmente mulheres, oportunidades para mostrarem o seu valor nesta área e quebrar este tabu de que este sector tem de ser preenchido só por homens”, explicou. “Acredito que com trabalho nós, mulheres, haveremos de singrar no mercado da construção civil”.

