Perante a dimensão da tragédia do acidente de viação que ocorreu ontem, na ilha do Fogo, onde 25 pessoas perderam a vida, na maioria crianças e adolescentes, o Governo decretou dois dias de Luto Nacional. Um luto em memória das vítimas e das famílias enlutados num momento de muita dor e consternação que se vive não só no Fogo, como em todo o país e na diáspora.
O primeiro-ministro, Francisco Carvalho, deslocou-se hoje à ilha, acompanhado pelos ministros da Saúde, Lúcio Miranda, e da Justiça, Clóvis Silva, para acompanhar de perto a situação e prestar solidariedade às famílias das vítimas.
“Viemos ao Fogo precisamente para isso, para mostrar que estamos com a população do Fogo e que lamentamos profundamente esta tragédia que atingiu a todos”, afirmou Francisco Carvalho, que sublinhou a dor que neste momento atravessa o país.
Governo reforça resposta médica
Face ao número de vítimas e dos 14 feridos, avançados pela Inforpress, o Governo criou um gabinete de crise para acompanhar a situação e reforçar a coordenação da resposta.
Uma equipa médica com cerca de 16 profissionais, entre médicos, enfermeiros e especialistas, foi enviada para a ilha para reforçar os meios disponíveis e apoiar o atendimento às pessoas feridas.
Francisco avançou que mantém contactos com parceiros internacionais para uma eventual evacuação de doentes que necessitem de cuidados médicos diferenciados, caso essa necessidade venha a ser identificada.
Famílias terão apoio psicológico
Para além da resposta médica, o Governo diz estar a trabalhar com a Câmara Municipal e as autoridades locais no acompanhamento das famílias atingidas pela tragédia.
“Estamos em coordenação com a câmara municipal e as autoridades locais para acudirem às famílias no terreno e prestar apoio, principalmente psicológico, e outros apoios que se mostrem necessários”, afirmou o primeiro-ministro.
O Governo admite, entretanto, adoptar outras medidas à medida que forem sendo avaliadas as necessidades no terreno e ouvidas as autoridades locais.

