O alegado homicídio de Celeste Cunha, de 64 anos, ocorrido na noite de quarta-feira, 28 de Outubro, no bairro de Castelão, na cidade da Praia, na sequência de episódios de VBG, motivou a condenação e repúdio do ICIEG e da Associação Cabo-verdiana de Luta Contra a Violência Baseada no Género (ACLCVBG). Segundo o ICIEG, o caso marca o fim de cinco anos sem registo de homicídios associados à VBG na capital.
Na sequência do crime, o Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género (ICIEG) manifestou pesar pela morte da vítima e voltou a defender uma política de tolerância zero à violência baseada no género.
Para a instituição, a ocorrência demonstra que continua a ser necessário reforçar a prevenção e a capacidade de resposta das entidades responsáveis pelo atendimento às vítimas.
“Este caso interrompe um período de cinco anos sem registo de homicídios com base em VBG na Cidade da Praia, facto que reforça a necessidade de continuarmos a investir na sensibilização da sociedade, no reforço da celeridade de tratamento das denúncias de VBG, no reforço das medidas de prevenção e na melhoria contínua dos serviços de proteção e assistência às vítimas e às vítimas secundárias”, lê-se na nota de pesar e repúdio publicada nas redes sociais.
Apoio psicológico
O Instituto revelou também que está a acompanhar a situação em articulação com as autoridades competentes e , em conjunto com o Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA), está a assegurar apoio psicológico às vítimas secundárias, tendo em conta que, segundo informações preliminares, o crime poderá ter sido presenciado pela filha da mulher e por uma neta menor.
ACLCVBG pede responsabilização
Por sua vez, a Associação Cabo-verdiana de Luta Contra a Violência Baseada no Género repudiou o sucedido e alertou para a gravidade da violência exercida contra as mulheres no espaço familiar.
A organização considera inaceitável que os lares continuem a ser palco de agressões contra mulheres, independentemente da sua faixa etária, e apela a uma intervenção rigorosa das autoridades.
A ACLCVBG exige uma investigação célere e aprofundada dos acontecimentos, defendendo que o alegado responsável seja chamado a responder perante a Justiça.
O caso
Segundo informações divulgadas pela Record Cabo Verde, a mulher terá sido atingida com golpes de machadinho, alegadamente desferidos pelo marido, de 68 anos. O crime terá ocorrido na presença de uma das filhas do casal e de três crianças.

