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São Vicente

São Vicente recebe polo oncológico para reduzir evacuações de doentes para Santiago

A nova estrutura do Hospital Baptista de Sousa pretende aproximar os tratamentos de quimioterapia dos doentes de Barlavento. Numa primeira fase, o serviço deverá atender cerca de três doentes com cancro da mama.

O Hospital Baptista de Sousa (HBS), em São Vicente, é palco, esta sexta-feira, 30, da abertura oficial do Polo Oncológico da ilha, uma estrutura criada para descentralizar os tratamentos de quimioterapia e reduzir as deslocações de doentes com cancro para a ilha de Santiago.

A cerimónia decorreu no final da manhã de hoje e contou com a presença do ministro da Saúde, durante a sua deslocação à ilha.

Vantagens

De acordo com uma nota do ministério, a nova estrutura pretende melhorar o acesso aos cuidados especializados na região de Barlavento, permitindo que os doentes recebam tratamento mais perto das suas residências, com menos custos económicos, sociais e emocionais associados às evacuações inter-ilhas.

Segundo a mesma fonte, só em 2025, foram registadas 64 evacuações de doentes oncológicos daquela região para o Hospital Universitário Agostinho Neto (HUAN).

Com a entrada em funcionamento do polo em São Vicente, pretende-se reduzir esta necessidade e garantir cuidados mais acessíveis e humanizados aos doentes e às suas famílias.

Tratamentos começam com doentes com cancro da mama

Implementado no âmbito do projecto ONCO-CV, em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian e com a colaboração técnica do Instituto Português de Oncologia do Porto, o polo dispõe de equipamentos especializados para apoiar a preparação e administração segura de quimioterapia.

Numa primeira fase, o serviço prevê iniciar o tratamento de aproximadamente três doentes com cancro da mama. A expansão a outras patologias será feita progressivamente, de acordo com a capacidade instalada.

A operacionalização do serviço é acompanhada por uma missão técnica internacional, que decorre de 26 a 31 de outubro, envolvendo profissionais cabo-verdianos e portugueses.

A iniciativa inclui ainda a formação de médicos, enfermeiros e farmacêuticos na preparação e administração segura dos tratamentos.

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