A ONU não consegue distribuir qualquer tipo de ajuda humanitária às áreas sitiadas na Síria, desde Novembro, o que nunca tinha acontecido antes, denunciou o coordenador humanitário, Jan Egeland.
O coordenador humanitário explicou que a última vez que a ONU conseguiu entregar ajuda a uma localidade cercada, foi em Novembro e, desde então, nenhuma das partes permitiu a entrada de ajuda.
“No momento em que mais precisamos daqueles que têm influência sobre as partes, a acção diplomática parece totalmente impotente”, lamentou, criticando o que designa como “os patrocinadores” dos beligerantes.
Citou especialmente a Rússia, o Irão e a Turquia, “que no ano passado conseguiram, efectivamente, uma redução da violência em algumas zonas do país”.
“Precisamos que façam o mesmo agora”, pediu. “O sofrimento alastra e os patrocinadores não são capazes de o parar”, lamentou.
Egeland criticou por outro lado a autorização dada aos habitantes de Raqa para regressarem, após a tomada da cidade aos “jihadistas” do Estado Islâmico, a 17 de Outubro, salientando o perigo que representa a grande quantidade de explosivos deixados na cidade.
Desde essa data, afirmou, 534 pessoas ficaram feridas em explosões, 112 das quais morreram.
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