PUB

Mundo

Espanha: Procuradoria pede penas até 25 anos para independentistas catalães

O Ministério Público (MP) espanhol pede pena de prisão de 25 anos para o ex-vice-presidente da Catalunha Oriol Junqueras, pelos crimes de apropriação indevida de fundos públicos e de rebelião, avança o jornal “El País”.

Para os dirigentes de duas importantes associações independentistas, Jordi Cuixart e Jordi Sànchez, e para a então presidente do Parlamento da Catalunha, Carme Forcadell, a Procuradoria Espanhola pede penas de 17 anos de cadeia por “serem promotores da rebelião”. Para os ministros do governo regional Jordi Turull, Raül Romeva, Joaquim Forn, Josep Rull e Dolors Bassa o MP pede uma pena de 16 anos e para Carles Mundó, Santi Vila e Meritxell Borràs de sete anos por “desvio de fundos públicos e desobediência”.

O MP espanhol, no documento sobre a tentativa de secessão da Catalunha, em Outubro de 2017, apresentado esta semana ao Supremo Tribunal, pede, ainda, 11 anos de prisão para o ex-comandante dos “Mossos de Esquadra” (Polícia), Josep Lluís Trapero.

Os réus irão a julgamento nos próximos meses, previsivelmente no início de 2019, por terem declarado a independência da Catalunha de forma unilateral.

Nove dos acusados encontram-se, actualmentec em prisão preventiva, como é o caso de Oriol Junqueras e de outros cinco ex-membros do Executivo Regional catalão.

O antigo presidente do Executivo catalão, Carles Puigdemont, figura central da tentativa de auto-determinação da Catalunha e actualmente exilado na Bélgica, não irá figurar entre os réus, uma vez que o sistema judicial espanhol não contempla a possibilidade de um julgamento à revelia.

A 1 de Outubro de 2017, o Governo Regional catalão (Generalitat), então liderado por Carles Puigdemont, apoiado desde 2015 por uma maioria parlamentar de partidos separatistas, organizou e realizou um Referendo contestado e considerado ilegal pela Justiça espanhola.

A votação teve uma taxa de participação de 43 por cento (%), dos quais 92% votaram “Sim” à pergunta “Quer que a Catalunha seja um estado independente em forma de república?”.

Puigdemont e a sua equipa governativa decidiram avançar no Parlamento catalão, a 27 de Outubro de 2017, com a declaração unilateral de independência de uma “República Catalã”.

O Governo espanhol reagiu, imediatamente, e destituiu o Executivo Regional catalão. Também dissolveu o Parlamento Regional e colocou a Região sob tutela dos serviços centrais de Madrid.

O Executivo espanhol convocou, também, Eleições Regionais a 21 de Dezembro de 2017, escrutínio que permitiu aos independentistas manter uma maioria parlamentar absoluta.

Após vários avanços e recuos judiciais e políticos, o independentista Quim Torra tomou posse em Barcelona, em meados de maio último, como presidente do governo Regional da Catalunha.

PUB

Adicionar um comentário

Você precisa estar logado para escrever um comentário Login

Faça o seu comentário

PUB

PUB

To Top