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Sociedade

Cabo-verdianos combatem pelo estado Islâmico

Há jovens cabo-verdianos nascidos na Europa a combeter nas fileiras do Estado Islâmico do Iraque e do Levante contra o Ocidente. Um deles, Luís Carlos B., casado com uma tunisina, viajou de França para a Síria há três semanas com a família da mulher para abraçar a causa jihadista. A preocupação, agora, é saber se crioulos convertidos ao Islão em Cabo Verde e estrangeiros a viver no país acudiram também ao chamamento desta nova e moderna Jihad, que amedronta o mundo e torna a Al-Qaida numa mera diversão.
Luis Carlos B., filho de pais cabo-verdianos residentes em França, integra, nesta altura, as fileiras do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIS, na sigla em ingês, e EI, em português), o grupo extremista liderado por Abu Bakr al-Baghdadi que desafia o Ocidente e exige a instalação de um califado no Iraque e na Síria. Esse descendente de crioulos radicados em Nice, e que se converteu há pouco tempo ao Islão, viajou para Damasco (Síria) no passado 26 de Setembro, ao lado da mulher, a franco-tunisina Ahlem B., e da filha de ambos de apenas seis anos de idade.
Junto com eles viajaram mais nove membros da família tunisina: Saloua C. e seus três filhos, Oussama Ben Chaleb, e sua esposa e duas filhas, e Julien A, irmão de Ahlem e Oussama. Luis Carlos, que já tinha passagens pela polícia francesa por violação de menores, conheceu o Islão antes de se casar com Ahlem. O cabo-verdiano, segundo o jornal Le Parisien, descobriu a religião de Maomé pela mão do seu cunhado, Oussama, tido como “o mais radical” da família pela inteligência francesa e consta há mais de dois anos nos radares da polícia por causa de sua participação no movimento radical salafista.
Ao que tudo indica, terá sido por influência do cunhado e da esposa que Luis Carlos embarcou para a Síria, via Turquia, para integrar o EI e se tornar num mujahidine (combatente), como outros milhares de cidadãos ocidentais – entre portugueses, holandeses, franceses, bissau-guineenses, angolanos, e até norte-americanos – que foram “conquistados” pela jihade do EI.

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