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Talento

Mayra Andrade: Uma cantora em busca de experimentações

Com quatro discos em sete anos, Mayra Andrade aposta, com o mais recente álbum, Lovely dificult, numa linguagem mais pop, pois quer abranger um público menos especializado em world music. “É o começo de novas experimentações”, afirma a cantora que, aos 29 anos, completa 12 a viver em Paris e pensa que era necessário materializar essa vivência num disco.

A carreira musical de Mayra Andrade começa em 2001, quando recebe uma medalha de ouro nos IV Jogos da Francofonia, no Canadá, vencendo cerca de 1900 concorrentes de vários países. Tinha apenas 16 anos. Desde então, os prémios não cessaram de chegar, bem como convites para participação em trabalhos de outros artistas e duetos. Por exemplo, com o veterano da canção francesa, Charles Aznavour

Nos primeiros tempos, fez muitas actuações em França, mas demorou um pouco para gravar o primeiro disco, hesitando entre várias propostas. Acaba por assinar contrato com uma grande editora, a Sony Music, e em 2006, sai o primeiro álbum, Navega. Segue-se Stória Stória, em 2009, e um ao gravado ao vivo, Studio 105, em 2010. Lovely dificult saiu em Outubro de 2013.

Cantando em cabo-verdiano, português, inglês e francês, este à-vontade com diferentes línguas vem da infância, já que, por razões familiares, viveu em vários países (Senegal, Angola, Alemanha). As influências musicais também foram diversas, com a música brasileira a ter um destaque especial. Esta confluência de culturas que compõe o perfil de Mayra Andrade tem o contraponto da sua cabo-verdianidade: “É uma coisa que está no meu ADN, emociono-me com Cabo Verde das formas mais imprevisíveis.”

Isso não limita a afirmação da sua liberdade criativa, razão pela qual sempre quis mostrar que ia fazer um percurso “um pouco à beira do tradicional”. Tradicional sim, mas misturado com jazz, com influências brasileiras, africanas, com o que fosse assimilando e gostando. Porque Mayra, antes de ser uma “cantora cabo-verdiana”, quer ser simplesmente uma cantora. Sem esquecer a sua vertente de compositora que, no último trabalho, está ainda mais evidente.

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