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Sociedade

Funcionários da Polícia Judiciária Cabo-verdiana suspendem greve

A associação dos funcionários da Polícia Judiciária de Cabo Verde suspendeu provisoriamente a greve de dois dias que deveria iniciar-se terça-feira, após um entendimento com o Ministério da Justiça sobre os principais pontos reivindicativos.
A confirmação foi dada à Rádio de Cabo Verde (RCV) pelo presidente da Associação Sindical dos Funcionários da Investigação Criminal da Polícia Judiciária Cabo-Verdiana (ASFIC/PJ), Mário Xavier, após um encontro realizado hoje com o Ministério da Justiça, mediado pela direção geral do Trabalho do arquipélago.
Os funcionários da PJ cabo-verdiana exigem a análise da proposta do novo estatuto e respetiva aprovação, a atualização da grelha salarial, a restituição das promoções em atraso, o pagamento urgente dos retroativos das promoções de 2005 e a contratação de novos quadros para a carreira de investigação criminal.
Após a reunião, Mário Xavier disse ter sido acordado que até 15 de novembro 70% dos retroativos das progressões de 2003 a 2008 serão pagos e o remanescente sê-lo-á até ao final do mês.
Quanto aos outros pontos, nomeadamente a aprovação de novo estatuto, o presidente da Associação Sindical dos Funcionários da Investigação Criminal da Polícia Judiciária Cabo-Verdiana informou que a dada indicada é dezembro.
“Foi criada uma equipa para analisar o estatuto e entregá-lo ao ministro da Justiça, José Carlos Correia, até ao dia 20 desde mês, para este dar entrada no Conselho de Ministros para aprovação ainda em novembro”, referiu Mário Xavier.
O dirigente sindical alertou, contudo, que se os pontos não ficarem resolvidos até às datas indicadas, a solução será avançar para a greve, desta vez sem negociações.
As outras classes profissionais afetas ao Ministério da Justiça cabo-verdiana – Registos e Notariado e Guardas Prisionais – também suspenderam provisoriamente as greves marcadas para o dia 4 de novembro, após o Governo aceitar as principais reivindicações dos funcionários.
O primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, tinha pedido ponderação e serenidade na análise das questões, defendendo que as forças de segurança do país “não podem estar a criar instabilidade e a realizar greves de qualquer maneira”.
Por seu turno, o ministro da Justiça, José Carlos Correia, disse que as greves são “oportunistas” pela proximidade da abertura do ano judicial, e que não tinha fundamento, uma vez que o Governo tinha resolvido ou estava em vias de resolver as reivindicações das classes profissionais.
Fonte: Lusa

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