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Detido líder do partido do Presidente deposto do Burkina Faso – Segurança

O líder do partido do Presidente deposto do Burkina Faso, Blaise Compaoré, foi detido na terça-feira à noite, indicaram hoje fontes da segurança, citadas pela agência de notícias francesa, AFP.
Assimi Kouanda, secretário executivo nacional do Congresso para a Democracia e o Progresso (CDP), e Adama Zongo, o presidente de um movimento pró-Compaoré, foram “convocados” pela polícia militar “depois de emitirem declarações que podem perturbar a ordem pública e de terem apelado para a realização de manifestações”, disse um agente policial.
“Em seguida, foram detidos”, indicou outra fonte da segurança.
Zongo é o presidente da “Federação Associativa para a Paz com Blaise Compaoré”, um movimento da sociedade civil que apoia o ex-Presidente, derrubado a 31 de outubro por uma insurreição popular.
A detenção de Kouanda estará, em parte, relacionada com afirmações que fez no final de outubro, a alguns dias da revolta popular, precisou o polícia.
O caso dos dois homens foi enviado ao procurador-geral do Burkina Faso, segundo a mesma fonte.
“Se uma só casa de um militante da maioria for incendiada, nos vossos bairros, nos vossos setores, nunca mais encontraremos uma casa de responsáveis da oposição de pé”, disse Kouanda a responsáveis provinciais do CDP reunidos em Ouagadougou, a 25 de outubro.
“Se alguém por acaso atingir uma das vossas mamãs ou das vossas irmãs, um dos vossos papás ou dos vossos irmãos mais velhos (…), essa pessoa já não atingirá” mais ninguém, ameaçou.
Este discurso foi um dos mais inflamados de uma guerra de palavras entre a maioria e a oposição de então, quando os dois lados se confrontavam por causa de uma revisão da Constituição que permitiria ao Presidente Compaoré manter-se no poder.
A sublevação popular no dia previsto para a votação pelos parlamentares conduziu à demissão de Blaise Compaoré, que ocupava o cargo há 27 anos.
Na terça-feira, Amadou Dabo, um responsável da Frente Republicana, coligação de partidos aliados do CDP, queixou-se de “problemas de segurança”.
“Muitos dos nossos responsáveis são ameaçados, algumas das suas residências foram assaltadas”, lamentou.
Fonte: Lusa

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