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Casa do Jorge Amado na Baía abre ao público como centro cultural

A casa do escritor brasileiro Jorge Amado, autor de “Gabriela, Cravo e Canela”, na Baía, foi reaberta hoje após 11 anos encerrada, e ficará disponível ao público interessado como um centro cultural.
O imóvel, que fica no número 33 da ria Alagoinhas, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, foi reformada pelo governo municipal, com apoio da Fundação Jorge Amado e da família do escritor.
O autor de “Capitães de areia” viveu na casa com a mulher, Zélia Gattai, durante 37 anos.
A cerimónia de reabertura da casa foi realizada hoje, mas o público em geral só poderá visitá-la a partir da próxima sexta-feira.
A reabilitação custou seis milhões de reais (cerca de 1,9 milhão de euros), entre investimento público e privado.
A casa, segundo a prefeitura de Salvador, foi comprada em 1960 pelo casal, após a venda dos direitos do livro “Gabriela, Cravo e Canela” para a MGM, e foi palco de ilustres visitas, como a do cineasta brasileiro Glauber Rocha, do poeta chileno Pablo Neruda, dos músicos brasileiros Tom Jobim e Dorival Caymmi, do ator americano Jack Nicholson e dos escritores franceses Jean-Paul Sartre e Simone de Beaouvoir.
Em 2002, um ano após a morte de Jorge Amado, Zélia Gattai publicou um livro sobre a história vivida com o marido na Casa do Rio Vermelho.
O imóvel foi fechado em 2003, cinco anos antes da morte de Gattai. As cinzas do casal foram enterradas no quintal da casa.
A exposição audiovisual conta com mais de dez horas de projeções, incluindo depoimentos de personalidades, familiares e amigos do casal. A visita é dividida por diferentes espaços, que realçam, por exemplo, as cartas trocadas com personalidades internacionais, a gastronomia local e a relação do escritor com o candomblé (religião afro-brasileira).
Jorge Amado, o escritor brasileiro mais adaptado para cinema, teatro e televisão, escreveu 49 livros, entre os quais “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, “Capitães da Areia” e “Tieta do Agreste”. Em 1994, venceu o Prémio Camões.
A obra de Zélia Gattai, que sucedeu ao escritor na cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras, é dominada por livros de memórias, entre os quais se destaca “Anarquistas, graças a Deus”.
Fonte: Lusa

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