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Ébola: Quase 5.000 mortes e 13.268 casos – Novo balanço OMS

A epidemia de febre hemorrágica Ébola já matou quase 5.000 pessoas em oito países, de um total de 13.268 casos identificados, segundo um novo balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado hoje.
Este balanço, com dados recolhidos até 04 de novembro, precisou que 4.960 pessoas perderam a vida na sequência da infeção com o vírus Ébola em oito países: Libéria, Guiné-Conacri, Serra Leoa, Nigéria, Senegal, Mali, Estados Unidos e Espanha.
O anterior balanço, divulgado na quarta-feira, dava conta de 13.042 casos de infeção, 4.818 dos quais mortais.
A Libéria (2.766 mortos em 6.619 casos), a Serra Leoa (1.130 mortos em 4.862 casos) e a Guiné-Conacri (1.054 mortos em 1.760 casos) continuam a ser os países mais atingidos pela atual epidemia que afeta a região da África Ocidental.
A OMS indicou ainda que, ao longo do atual surto, 549 profissionais de saúde foram infetados, mais de metade dos quais (311) morreram.
Na quinta-feira, um especialista da OMS admitiu que os balanços sobre o Ébola na África Ocidental poderiam estar incompletos, porque milhares de vítimas estão a ser enterradas sem qualquer registo por razões culturais e religiosas.
“Existem muitas mortes que não estão a ser contabilizadas nesta epidemia”, afirmou Christopher Dye, diretor da estratégia da OMS em Genebra.
O especialista referiu na mesma altura que nos três países mais afetados pela epidemia (Guiné-Conacri, Libéria e Serra Leoa) existem informações sobre a realização de funerais secretos, porque as famílias têm medo de que as suas tradições fúnebres não sejam cumpridas se declararem a morte do doente às autoridades.
Nestes três países em concreto, a taxa de mortalidade relacionada com a doença ronda os 70%, o que significa que existe a possibilidade de não estarem a ser contabilizadas cerca de 5.000 mortes, explicou ainda o mesmo especialista.
O atual surto de Ébola, cujos primeiros sinais surgiram na Guiné-Conacri em dezembro de 2013, é o mais extenso e prolongado desde que o vírus foi descoberto, em 1976.
A OMS decretou, a 08 de agosto, o estado de emergência de saúde pública.
Fonte: Lusa

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