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Associação contra corrupção exige congelamento de bens de ex-regime no Burkina Faso

A Rede Nacional de Luta Anti-corrupção (Ren-Lac) deseja que sejam congelados e recuperados os bens dos dignitários do ex-regime burkinabe derrubado a 31 de outubro último por uma revolta popular na rua.
A Ren-Lac quer igualmente esclarecimentos sobre os «crimes de sangue» cometido pelo regime do ex-Presidente Blaise Compaoré, forçado a demitir-se após 27 anos de poder sem partilha.
«A rede de luta anti-corrupção exige a elucidação de todos os crimes de sangue cometidos durante esta revolta popular (a 30 de outubro último) e exorta as novas autoridades a valerem-se do direito à restituição de bens públicos lançando todas ações úteis para o congelamento e recuperação de haveres roubados ao povo por dignitários do regime da IV República», indica um comunicado desta entidade divulgado quarta-feira última.
A associação apelou, além disso, aos Estados suscetíveis de albergar estes haveres do ex-Presidente (Compaoré) e dos seus próximos colaboradores, bem como os de dignitários do seu regime destituído para cooperarem com o Estado burkinabe no sentido de recuperar e  restituir ao povo burkinabe « o que lhe foi roubado ».
Blaise Compaoré, depois de ter dirigido durante 27 anos o Burkina Faso, foi destituído por uma revoluçao de rua a 30 de outubro, enquanto a Assembleia Nacional se preparava para votar uma lei que lhe permitiria candidatar-se às presidenciais de 2015.
Neste pequeno país da África Ocidental, onde mais de 40 porcento dos 17 milhões de habitantes são jovens, a taxa de pobreza e de corrupção são das mais elevadas do continente negro, referiu-se.
Segundo a Ren-Lac, esta revolta popular traduz não só uma sede de mudança de homem à frente do Estado, mas também uma nítida rejeição do sistema de Governo baseado na corrupção e na impunidade denunciadas há muito tempo.
Para instaurar um clima de transparência na gestão dos assuntos pontuais do país, a Ren-Lac considera necessário que todos os animadores dos diferentes órgãos da transição sejam obrigados a declarar seus patrimónios de maneira transparente antes e depois do seu empossamento.

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