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Ambiente

Erupção vulcânica na ilha do Fogo volta a ganhar intensidade

A erupção vulcânica que assola há uma semana a ilha cabo-verdiana do Fogo voltou hoje a ganhar intensidade ao fim da tarde, com “explosões intensas” e maior fluxo de lava e de diâmetro da cratera, segundo o Observatório Vulcanológico.
“Está mais explosivo e com maior fluxo de lava, que alargou a base onde tem assentado. Está estável, porém, em direção a Portela [localidade no centro da zona de Chã das Caleiras], porque a lava está a infiltrar-se nos túneis lávicos”, explicou à Lusa a presidente da comissão técnica e científica do Observatório Vulcanológico de Cabo Verde.
Sónia Silva Vitória acrescentou, porém, que a única frente ativa é a que segue em direção a Portela, que “estacionou” há dois dias a cerca de 50 metros de uma escola, o que não significa que não possa avançar alguns centímetros por hora.
A geóloga também reconheceu que, comparando com a atividade de sexta-feira, há mais alguns fluxos, algumas novas frentes, embora estejam a evoluir em largura e sobrepondo-se às anteriores, “aproveitando os túneis para se infiltrarem”.
Quanto às próximas horas, Sónia Silva Vitória disse que se mantém uma “grande imprevisibilidade” do vulcão.
A zona de Chã das Caldeiras, planalto que serve de base aos cones vulcânicos, está agora com a segurança “mais apertada”, indicou à Lusa o comandante da Polícia Nacional, que coordena as operações na ilha do Fogo.
Tito Barros salientou que foram instalados postos de controlo à entrada do Parque Natural do Fogo e outro no lado norte, na descida para Mosteiros, onde a Polícia Nacional controla a entrada e saída de pessoas.
“Já decretámos o interior como uma zona de segurança máxima e não seria aconselhável permitir a entrada de pessoas, pelo menos por enquanto. As pessoas estão a respeitar isso”, explicou à Lusa.
Hoje, adiantou Tito Barros, as forças de segurança reuniram-se com os cerca de 10 residentes que ainda se mantêm em Portela, para explicar os riscos de permanecerem na agora deserta localidade, pois os pouco mais de 1.000 habitantes já a abandonaram.
“A mensagem passou. Se calhar, o encontro já devia ter acontecido antes. Foi bom, porque não houve necessidade de uma intervenção de força. As pessoas estão a colaborar”, afirmou.
Ao final da tarde de hoje, a Lusa assistiu à passagem dos últimos camiões com pertences dos residentes em Portela, onde se mantém um contingente de segurança composto por elementos da Polícia Nacional, militares e Proteção Civil.
Portela é a localidade que alberga a maior população de Chã das Caldeiras e onde a lava do vulcão que entrou em erupção a 23 deste mês já “devorou 15 habitações, 14 cisternas, 15 currais, duas casas de apoio à agricultura e uma vasta área de terreno agrícola, não havendo vítimas a registar.
Fonte: Lusa

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