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Fogo

Erupção vulcânica: População de Tinteira está tranquila apesar de abalos sísmicos esporádicos

A comunidade de Tinteira e Cova Matinho, no extremo norte do município de Santa Catarina do Fogo e localizada ao sopé do vulcão, está tranquila apesar de tremores de terra esporádicos.
Vários moradores contactados pela Inforpress dão conta de tremores de terra perceptíveis em alguns casos e noutros sem provocar quaisquer danos visíveis.
“Dormimos e amanhecemos debaixo do vulcão com algum receio”, disse Maria Oliveira “Marcelina”, anotando que há uma semana que o ruído do vulcão não chega com intensidade a Tinteira.
Esta moradora de Tinteira disse que seus filhos se aperceberam noutro dia do tremor de terra, mas que ela não terá dado conta deste fenómeno, indicando que qualquer barulho, mesmo o provocado pela circulação de viaturas, é associado ao vulcão porque ele está em erupção.
Para os moradores da comunidade de Tinteira e Cova Matinho, após o início da erupção, registou-se a queda de alguma precipitação que permitiu armazenar alguma quantidade de água nas cisternas familiares que vem sendo usada para fins domésticos e para os animais.
Apesar das autoridades considerarem que as águas podem estar contaminadas devido às cinzas vulcânicas, os moradores de Cova Matinho/Tinteira continuam a utilizar a água das cisternas, porque conforme explicam, uma semana após a erupção o Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiro (SNPCB) disponibilizou água engarrafada aos moradores e a Câmara enviou autotanque com água, mas depois disso a situação voltou à normalidade.
Sobre a situação relatada por alguns moradores de Tinteira de que os tremores de terra teriam provocado estragos nos tectos das suas residências, o edil de Santa Catarina do Fogo, João Aqueleu Barbosa Amado, disse que “não corresponde à verdade e que são pessoas oportunistas que querem aproveitar da erupção”.
O edil afirma que a maioria das residências de Santa Catarina do Fogo apresenta problemas a nível de tecto e que a edilidade está na disposição de apoiar as famílias mas sem quaisquer aproveitamentos da erupção.
Com relação ao abastecimento de água, João Aqueleu Barbosa Amado disse que a empresa intermunicipal de produção e distribuição de águas, Águabrava, está a trabalhar não só para colocar a água no chafariz como para fazer a extensão, através da ligação domiciliária na localidade de Tinteira.
Fonte: Inforpress

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