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Ambiente

Vulcão voltou a emitir lavas que correram cerca de 50 metros para lado de Monte Beco

O vulcão do Fogo em erupção voltou a emitir lavas na tarde de segunda-feira, tendo também sido registada uma intensificação de libertação de gases e cinzas com formação de coluna eruptiva com cerca de 1.500 metros de altura.
Segundo informações avançadas esta manhã à Inforpress, pela especialista que coordena a equipa da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), Sónia Silva, houve também aumento de explosões e estrondos com projecção balística e de piroclásticos de várias dimensões, desde cinzas, pequenas partículas, escorias, bombas e blocos.
“Uma equipa da Uni-CV, da Protecção Civil e do Instituto vulcanológico das Canárias subiu na tarde ontem à Chã das Caldeiras para observar essa coluna eruptiva que era visível da cidade de São Filipe e observou-se também que houve emissão de lavas que se deslocaram em direcção ao Monte Beco”, precisou a especialista.
De acordo com Sónia Silva, essa escoada de lavas apenas se deslocou 50 metros de distância e, hoje, por volta das 06:00, quando a equipa se deslocou à Chã das Caldeiras já não se via a efusão visível de lavas.
“Portanto, pensamos que, neste momento, já o cone vulcânico já não estará e emitir lavas, mas continua a haver actividade explosiva com emissão de gases e piroclásticos”, informou.
Há vários dias que não se registava a emissão de lavas e as escoadas de Bangaeira, Portela e Ilhéu de Losna estão estacionárias apesar de registar uma temperatura que oscila entre os 100 e 500 graus.
A especialista, que está acompanhar a actividade vulcânica na ilha do Fogo desde início da erupção, 23 de Novembro, explica, entretanto, que essa ligeira intensificação de actividade vulcânica de “poucas horas (16:45 até ás 21:00)” não coloca por terra a previsão do fim da erupção, até porque  salientou “é normal haver diminuição e intensificação da actividade vulcânica”.
“Possivelmente, estará na fase final, só que nós não sabemos o dia do término concretamente. Podemos dizer que poderá estar numa fase final devido ao facto de não estarmos a ver a efusão visível de lavas”, acrescentou.
Para já, é certo que nos próximos sete dias ainda haverá actividade vulcânica, apesar da diminuição considerável da actividade sísmica indicada pelo Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica.
“Nos com base nos dados últimos sete dias sobre a quantificação de gases nós podemos sempre fazer um prognóstico dos próximos sete dias e a media dos últimos sete dias relativamente à emissão dos gases aponta-nos para 1.500 a 1.800 toneladas por dia. Portanto, com base nisso, nos próximos dias ainda teremos a actividade vulcânica”, disse.
No início da erupção a emissão de gases em média era de 11 mil toneladas e houve inclusive um dia em que chegou a 12.500 toneladas.
Fonte: Inforpress

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