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Al-Qaeda reivindica o atentado ao Charlie Hebdo e ameaça fazer mais ataques em França

Notícia foi avançada pela Associated Press. Hollande pede aos franceses que se mantenham “vigilantes”. Os dois atiradores do Charlie Hebdo foram mortos.
Um responsável da Al-Qaeda do Iémen enviou na noite desta sexta-feira um comunicado à Associated Press onde reivindica a autoria do atentado ao Charlie Hebdo na passada quarta-feira. O grupo extremista faz igualmente uma ameaça muito concreta a França: mais ataques estão a caminho.
O ataque foi perpetrado como “vingança pela honra” do profeta Maomé, disse à agência noticiosa um responsável da Al-Qaeda na Península Arábica, sediada no Iémen. A ser verdade que o atentado foi financiado e promovido por aquele grupo extremista, como os irmãos Kouachi afirmaram, é a primeira vez que a célula iemenita da Al-Qaeda consegue levar a cabo um atentado no Ocidente.
Pouco depois, o SITE – Search for International Terroist Entities (um observatório mundial para o terrorismo) divulgava um discurso de Harith bin Ghazi al-Nadhari, um dos principais responsáveis da Al-Qaeda no Iémen, onde França era alvo de uma ameaça de novos ataques.
“Alguns dos filhos de França desrespeitaram os profetas de Alá, por isso um grupo dos crentes de Alá avançaram sobre eles e ensinaram-nos a respeitar os limites da liberdade de expressão. Os soldados que amam Alá e os seus mensageiros chegaram até vós e não temem a morte, adoram o martírio em nome de Alá”, lê-se.
Num discurso à nação esta sexta-feira à noite, François Hollande disse aos franceses que a ameaça terrorista ainda não terminou e que a sociedade deve manter-se “vigilante”, não confundindo “os fanáticos” que levaram a cabo estes ataques com a religião muçulmana. Os dois irmãos que, alegadamente, levaram a cabo o ataque ao jornal Charlie Hebdo foram mortos pelas autoridades francesas.
“Devemos ser capazes de responder aos ataques através da força, mas também através da solidariedade. Somos um povo livre, que não cede a pressões, que não tem medo e que defende um ideal maior que ele próprio”, disse Hollande aos franceses. O presidente confirmou ainda quatro mortos e disse que vai estar presente na marcha de domingo, juntamente com vários líderes europeus.
Said e Cherif Kouachi, diz a agência de notícias France Press, terão saído do local onde se encontravam barricados, e onde tinham feito um refém, aos tiros. O refém foi libertado. O vídeo abaixo, da Associated Press, mostra o momento em que se começam a ouvir disparos.
Forças policiais francesas cercaram nesta sexta-feira uma empresa na cidade de Dammartin-en-Goële, na região de Seine-et-Marne, a 40 km de Paris. Os suspeitos terão afirmado, ainda durante o cerco, que queriam morrer como “mártires”. Mais um dado relevante: de acordo com a Associated Press, que cita fontes da polícia francesa, existe “uma ligação direta” entre o ataque ao jornal francês e o suspeito do tiroteio em Montrouge, que vitimou uma agente da polícia e feriu outras três pessoas na manhã de quinta-feira, no sul de Paris.
O presidente da França afirmou em conferência de imprensa que o país está em estado de choque e que “temos de fazer tudo para proteger os nossos cidadãos”. Os militantes do Estado Islâmico consideram os irmãos Kouachi como “heróis”, avança imprensa internacional.
 
Na tarde de quinta-feira a busca começou a concentrar-se na zona da floresta de Longpont, onde se pensava estarem os suspeitos do atentado. Milhares de polícias e soldados procuraram pistas ou informações entre as colinas arborizadas e pequenas aldeias a leste da cidade de de Villers-Cotterêts, a cerca de 110 quilómetros a nordeste da capital francesa, numa área descrita como sendo “maior do que Paris”.
De acordo com a CNN, as autoridades do país encontraram o documento de identificação de Said Kouachi. Said e Cherif já estavam referenciados por diversos serviços secretos como tendo ligações a grupos extremistas. O ministro do Interior diz que já estão presas nove pessoas ligadas a este caso e já foram interrogadas 90 testemunhas.
Tanto a CBS com a NBC apontam que os dois homens estavam proibidos de entrar nos Estados Unidos, fazendo parte dos terroristas banidos de entrar no território do país. Para além disto, fontes dos serviços secretos norte-americanos têm dito aos seus meios de comunicação que pelo menos Said Kouachi esteve no Iémen em 2011 e recebeu treino da Al-Qaeda. Este treino terá incluído prática com armas de fogo e construção de bombas.
Fonte: Observador.pt

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