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Política

50 anos depois FAC evoca “grupo de Moselle” pelo 20 de Janeiro

A Fundação Amílcar Cabral (FAC) relembra a mobilização dos primeiros cabo-verdianos, na Diáspora, para a causa da independência de Cabo Verde. Santo Antão é o palco do “momento de convívio e de confraternização”, que decorre entre os dias 18 e 21 de Janeiro, no marco das celebrações do Dia dos Heróis Nacionais.
Dobrados 50 anos (Novembro de 1964 – Novembro de 2014), a FAC realiza, em Santo Antão, um “reencontro” que permite e facilite a apresentação de testemunhos dos protagonistas da mobilização dos primeiros cabo-verdianos em França, para a causa da independência nacional.
Recrutados na região de Moselle (Mosela, em português), o grupo era constituído por originários de Santo Antão, São Vicente e Santiago, sendo a maioria camponeses da Ribeira Grande (Santo Antão). Aliás, esta é uma das razões para a escolha da “Ilha das Montanhas” para o palco da celebração, inédita nestes anos todos.
Os primeiros mobilizados do “Grupo de Moselle” trabalhavam nas minas de ferro e na indústria siderúrgica, com possibilidades do início de caminhada para uma situação económica estável, comparativamente ao que levavam nas ilhas.
Mesmo assim, “fizeram uma opção clara e firme” na “entrega à causa da liberdade e independência da sua Pátria”.
NÚCLEO DAS FORÇAS ARMADAS
Com a mobilização do “Grupo de Moselle” deu-se “um passo decisivo” para a constituição do colectivo que iria receber formação e treino militar, em Cuba, com vista à abertura de uma hipotética frente de luta armada em Cabo Verde, que não veio a acontecer.
Entretanto, o juramento à bandeira do primeiro contingente formado em Cuba, aconteceu na presença de Amílcar Cabral (líder do PAIGC), a 15 de Janeiro de 1967, data em que as Forças Armadas cabo-verdianas tomam, ainda hoje, como data oficial e simbólica da sua criação.
IMPOSIÇÃO DE INSÍGNIAS
O ponto alto do “convívio e confraternização” é a imposição da insígnia de Combatente da Liberdade da Pátria aos integrantes do “Grupo de Moselle” pelo ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Démis Lobo.
A cerimónia terá lugar na manhã de 20 de Janeiro – Dia dos Heróis Nacionais e do 42º aniversário do assassinato de Amílcar Cabral –  no Paços do Concelho da Ribeira Grande, em Ponta do Sol, município de onde é proveniente a maioria dos distinguidos.
Os organizadores repartiram as actividades do programa pelos três municípios de Santo Antão.
Do rol dos temas a serem apresentados, destaca-se a mesa-redonda: “Momento de Reconstituição: De Moselle 1964 ao erguer do facho de liberdade e independência”, coordenada pelo comandante Júlio de Carvalho; “O Testemunho de Moselle”, pelo também comandante Amâncio Lopes; “Um acaso que se transformaria em marco relevante da História recente”, pelo presidente da FAC, comandante Pedro Pires, a par da apresentação do livro: “Cabo Verde: Reflexões e Mensagens (Textos de Amílcar Cabral), pelo embaixador Luís Fonseca.

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