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Economia

Combustíveis, electricidade e água mais baratos ainda este mês

A queda “vertiginosa” do preço do barril de petróleo no mercado internacional vai ter implicações directas na economia cabo-verdiana, com uma redução “acentuada” dos preços dos combustíveis, electricidade e água, como também dos transportes colectivos urbanos. A ARE já está a trabalhar na actualização dos novos preços e tarifários.
Os preços da gasolina, gasóleo, querosene (petróleo para uso doméstico), fuel e gás butano sofreram uma “redução significativa” no dia 7 deste mês (sábado), com a Agência de Regulação Económica (ARE) actualizar os preços máximos dos produtos derivados do petróleo. Como consequência, as tarifas de electricidade e água deverão também seguir a mesma linha, com uma actualização prevista para meados deste mês.
O presidente da ARE, Renato Lima, considera que tal redução dos preços é inevitável, tendo em conta a conjuntura internacional, que aponta para um abaixamento acentuado do preço do barril de petróleo.  “Estamos perante preços mínimos históricos do preço do petróleo, se não quisermos recuar  no tempo em que o petróleo era muito mais barato. Estamos perante uma queda de 120 para menos de 50 dólares por barril. Esta é a realidade”, enfatiza.
Implicações
Entretanto, esta redução do preço do petróleo tem duas implicações distintas: os países produtores, nomeadamente os africanos, passam a ter graves problemas orçamentais para a realização de investimentos públicos (tendo em conta a quebra de receitas), mas para os países importadores, caso de Cabo Verde, numa primeira fase, tal redução significa uma vantagem: “São menos receitas que saem do país e uma tendência para a queda dos preços”.
Renato Lima chama também atenção para a desvalorização do euro face ao dólar, facto que, do seu ponto de vista, também no caso de Cabo Verde, pode influenciar a redução dos preços dos combustíveis, tendo em conta que as transações comerciais são feitas através da moeda europeia.
“O preço do petróleo no mercado internacional é fixado em dólares e a nossa divisa de compra no mercado internacional é euro”, explica o presidente da ARE, esclarecendo, no entanto, o seguinte: “Isso não significa que o preço não venha a cair no mercado nacional. Só que cai menos precisamente por causa desse efeito cambial, que atenua um pouco essa quede do preço do barril de petróleo”.
Sempre a descer
Renato Lima lembra que os preços dos combustíveis têm estado a cair em Cabo Verde. “Há cerca de dois meses tivemos uma grande quebra nos preços dos derivados do petróleo no mercado nacional e estamos a aproximarmos do dia 7 de Fevereiro, em que teremos uma nova actualização dos preços dos combustíveis”.
“A tendência permanece”, acrescenta, “e tudo indica que desta vez teremos uma queda muito mais acentuada nos preços dos derivados do petróleo do que aquela que se verificou há cerca de dois meses”.
Nos últimos tempos tem havido muitas oscilações de preços dos combustíveis em Cabo Verde, que não têm tido quaisquer implicações nas tarifas de electricidade e água. O presidente da ARE justifica tal facto com o processo de reestruturação da Electra, que demorou largos meses o que, por sua vez, “dificultou e continua a dificultar” a regulação exercida pela ARE na análise de informações consistentes.
“Mas não vale a pena escamotear os factos”, reconhece. “Permanece a tendência de queda, estamos a fazer um exercício aturado, neste momento, e que está prestes a ser finalizado e que poderá ser anunciado nos próximos dias, em que vamos dar a conhecer à população de Cabo Verde a ideia das implicações que essa quebra do preço do petróleo no mercado internacional vai ter nos preços de electricidade e água”.
Lima diz entender que, “sem entrar em ordem de grandeza”, tal situação “é quase que inevitável”, pois, “caso contrário, não estaríamos cá a fazer uma regulação que a população de Cabo Verde espera”.
Transportes colectivos
Em relação às tarifas dos transportes colectivos urbanos de passageiros, o presidente da ARE mostrou-se mais cauteloso. “O tarifário que está em vigor diz que, para além da revisão ordinária, que é feita anualmente, sempre que houver uma oscilação superior a 12% do valor dos preços, devemos agir imediatamente”.
Apesar disso, Renato Lima diz que neste caso vai-se esperar pela magnitude da queda para ver se, logo de seguida, “teremos ou não uma actualização das tarifas dos transportes colectivos urbanos de passageiros”.
O certo mesmo é que ainda este mês haverá uma actualização dos preços dos combustíveis e das tarifas de electricidade e água, tendo em conta a queda acentuada do preço do barril de petróleo no mercado internacional. E, com isso, esse importante factor ou custo de produção não deixará de diminuir a sua pressão nos custos finais dos serviços e produtos que chegam aos cabo-verdianos.
 

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