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Coca-Cola cai numa armadilha e cita “Mein Kampf” de Hitler

A mais recente campanha da marca de bebidas norte-americana, “Make it Happy”, foi sabotada. Em vez de partilhar mensagens de felicidade, como era suposta, a Coca-Cola publicou citações de Hitler.
A ideia era espalhar felicidade, mas a iniciativa publicitária sofreu uma reviravolta indesejada. A nova campanha da gigante norte-americana foi suspensa depois de a marca ter caído numa armadilha, devido a uma contra-campanha levada a cabo pelo site Gawker, e ter partilhado no Twitter citações do “Mein Kampf” de Hitler.
Recuemos ao início. A campanha chamada “Make it Happy” foi introduzida num anúncio do Super Bowl e convidava as pessoas a associar a hashtag “#MakeItHappy” a tweets negativos, de forma a transformá-los em algo positivo. Como? Através de um algoritmo automático, usando o código ASCII, os tweets eram convertidos em imagens felizes, desde um rato amoroso a uma palmeira a usar óculos de sol, tal como escreve o britânico Guardian.
O objetivo era, chegou a Coca-Cola a dizer num comunicado, “combater a negatividade” que “polui” os feeds das redes sociais. Sem que nada o fizesse prever, à empresa norte-americana saiu-lhe o tiro pela culatra. O site Gawker criou uma conta no Twitter, @MeinCoke, para criar tweets com pequenas citações retiradas do “Mein Kampf” — um manifesto autobiográfico racista redigido pelo líder do partido nazi Adolf Hitler. A primeira experiência foi uma frase de 14 palavras, armadilha que surtiu efeito e à qual se seguiram mais tentativas.
Acontece que durante duas horas, na passada terça-feira, o Twitter da Coca-Cola estava a transmitir citações do texto de Adolf Hitler, na forma de uma banana a sorrir ou de um gato a tocar bateria. Um dia depois a campanha foi suspensa.
Num comunicado enviado pela Coca-Cola e citado pelo Guardian, um porta-voz disse: “A mensagem #MakeItHappy é simples: a internet é o que nós fazemos dela e nós esperávamos inspirar as pessoas a torná-la num lugar mais positivo. É uma pena que o Gawker esteja a tentar transformar esta campanha em algo que não é”.
Fonte: Observador

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