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Cultura

Recuperação e musealização serão próximos passos

O Ministro da Cultura, Mário Lúcio Sousa, conferiu posse da equipa técnica da Curadoria para o Sítio Campo de Concentração do Tarrafal de Santiago, Património Histórico e Cultural Nacional, criado pela Resolução nº 64/2014, e publicado no BO nº 48, I Série de 12 de Agosto de 2014.
José Jorge Landim é o curador e vai trabalhar na administração, gestão e desenvolvimento do sítio histórico nacional em conjunto com Maria Isabel da Veiga, António Costa, Humberto Lima, Princezito e José Pedro Nunes Soares (presidente da Câmara Municipal do Tarrafal de Santiago).
Na cerimónia de tomada de posse aconteceu na segunda-feira com o Ministro da Cultura a apelar para uma gestão dinâmica afirmando que o próximo passo será a reabilitação do espaço para a sua posterior musealização. “Seja um espaço de visita, um espaço de compreensão também da nossa história e que, brevemente, possamos começar os trabalhos de recuperação, reabilitação e de musealização. O trabalho imediato é musealizar o que existe e logo a seguir utilizar este espaço como um grande centro cultural do Tarrafal, avança o MC”.
Já o Curador José Jorge Landim prometeu uma gestão inclusiva e partilhada, a fim de poder-se administrar, proteger e desenvolver aquele património. “O Campo nesse momento suporta o Museu da Resistência e o que se pensa é transformá-lo num museu. No momento, se repararmos, existe uma grande afluência ao Campo. Significa que transformando-o, claro que vai haver sustentabilidade da salvaguarda do património”, salienta.
Mostrando-se satisfeito, o presidente da CMTS, José Pedro Nunes Soares diz que com este passo o Ex Campo de Concentração de Tarrafal de Santiago ficará mais perto de alcançar o título de Património Mundial da UNESCO. “A criação da curadoria pode ser um passo importante para a sua elevação”.
Recorde-se que há alguns meses o Campo de Concentração estava num estado de abandono e que a curadoria ainda não tinha sido instalada, gerando uma indignação no seio da população local. Na altura Mário Lúcio Sousa avançara, no entanto, que instituição da Curadoria foi adiada para permitir uma melhor preparação interna e que envolve a participação da autarquia local e sociedade civil. CG

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