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Cultura

“Papa por uma noite” primeira ficção de David Hopffer Almada

A primeira incursão pela ficção do advogado, escritor e político, David Hopffer Almada, “Papa por uma noite”, está rodeado de “polémica ou uma temática diferente”, como referiu Joaquim Morais, da Acácia Editora, na apresentação da obra que aconteceu no final da tarde desta quinta-feira, 12, no Auditório da Biblioteca Nacional.
Uma obra que deve ser lida para se descobrir o que o narrador conta, já que o autor deixa os detalhes submersos em segredo até que os leitores, por si mesmos, possam desvendar os mistérios que estão nas páginas do “Papa por uma noite”.
Os apresentadores da obra avançaram, no entanto, que se trata de um texto de ficção com assuntos polémicos que questionam a necessidade do celibato e lança “reflexões sobre a relação entre o Homem e Deus”, como adianta Fátima Fernandes, professora da Universidade de Cabo Verde.
O autor da obra, David Hopffer Almada diz que este livro de estreia no estilo de ficção trata “naturalmente” de uma matéria que liga a todos, o “ser divino”, Deus e a relação que o Homem estabelece com Ele.
A obra foi concluída em Janeiro, segundo o autor, que afirmou que nessa altura já previa a nomeação de um Cardeal cabo-verdiano, antes do anúncio público. “No dia em que fizeram o anúncio, liguei ao Dom Arlindo Furtado a dizer que escrevi um livro prevendo-o já como Cardeal”.
Para além da família, esteve ainda presente no acto do lançamento o Cardeal Dom Arlindo Furtado afirmando que o autor é uma pessoa de fé e preocupada e que trouxe temas que “podem desencadear num processo de diálogo que ajuda a aprofundar questões colocadas que não tanto institucionais mas são questões de fundo, palavras de Jesus Cristo, questões de fé, onde alguns podem ter uma compreensão dramatizada em questões que foram enfatizadas em uma determinada época, mas que não é de forma alguma a posição oficial da igreja hoje, como é a questão do inferno”.
Na questão do celibato, o Cardeal e Bispo cabo-verdiano enfatiza a definição da família afirmando que o celibatário é uma opção. “Há pessoas celibatárias que são muito felizes porque conseguem, com aqueles que estão perto, criar uma relação de família”, considerando que “família biológica não enche a vida das pessoas, e muitos desembocam em drama porque não conseguem criar uma relação humana, de família”. CG
 

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