PUB

Política

Governo quer que gestão da Curadoria beneficie a população de Pedra de Lume

O Governo quer que a gestão da Curadoria do Sítio Histórico de Pedra de Lume beneficie a população e o desenvolvimento da localidade, do Sal e de Cabo Verde, já que Património Nacional, afirmou este domingo o ministro da Cultura.
Mário Lúcio Sousa fez essas declarações ao conferir posse à Curadoria do Sítio Histórico de Pedra de Lume, hoje Património Histórico-cultural, sendo Júlio Rendall, o escolhido para assumir as funções de Curador.
Apontando que a Curadoria deve começar a trabalhar imediatamente, explicou que um dos principais aspectos é fazer com que a gestão de todo o Sítio de Pedra de Lume, classificado, incluindo as Salinas, e as mercês advenientes da exploração turística, se reverta o mais rapidamente possível para a Curadoria, em benefício daquela população.
“Estes dois pontos, implica, no futuro, cuidar, preservar, reabilitar e revitalizar tudo o que tem valor histórico e cultural em Pedra de Lume”, esclareceu, assegurando que Pedra de Lume é propriedade do Estado de Cabo Verde, que não há dúvidas sobre isso.
“Ao tomarmos a nossa Independência este território passou a ser inalienável, e o Estado nunca se abdicou da sua autoridade sobre qualquer centímetro deste terreno. Propriedade e território são duas coisas diferentes. Que eu saiba em Cabo Verde não existe nenhum espaço de domínio estrangeiro”, ironizou.
Prognosticando um “longo e árduo” caminho a ser percorrido, a partir de agora com a instalação da Curadoria, Mário Lúcio asseverou que a respectiva equipa liderada pelo Curador Júlio Rendall, tem mandato, nos estatutos da Curadoria, para começar as negociações com a entidade detentora, neste momento, das Salinas de Pedra de Lume.
“Negociar significa vias pacíficas e de comum acordo para a resolução das questões”, explicou, referindo que a questão central prende-se com o funcionamento de Pedra de Lume, “por direito próprio”, como motor do desenvolvimento local, e para a construção da felicidade das pessoas.
Neste particular, o governante vai prevenindo que se nenhuma das alternativas de diálogo for a mais aconselhável, Cabo Verde é um Estado de direito, que existem os tribunais para fazer valer o direito.
A Curadoria é constituída por cinco membros sendo, Júlio Fortes Correia Rendall – O Curador, Ildo José Rocha, Humberto Elísio da Cruz Lima, Mário Manuel da Paixão Silva Lopes, e António Pedro Mendes de Bettencourt.
Fonte: Inforpress

Adicionar um comentário

Faça o seu comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

PUB

PUB

To Top