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Política

PM: “É preciso usar o ambiente como recurso estratégico para o nosso desenvolvimento”

O Parque Natural de Monte Gordo, uma das sete maravilhas de Cabo Verde, ganhou uma nova sede. O projecto, orçado em 58 mil contos, vai de encontro à máxima de que o ambiente é um recurso estratégico para o desenvolvimento do país.
Dia frio em Cachaço, Ribeira Brava, conhecido pelo seu micro-clima, com direito a chuviscos, mas com muito calor humano. Foi ao som de batucada e do hino nacional entoado por crianças do EBI, que José Maria Neves, primeiro-ministro de Cabo Verde, foi recebido, juntamente com uma extensa comitiva: Antero Veiga, ministro do ambiente, habitação e ordenamento do território (MAHOT), Leonesa Fortes, Ministra do Turismo, Investimentos e Desenvolvimento Empresarial, Ulrika Richardson, coordenadora das Nações Unidas em Cabo Verde, João Inácio Padilha, Embaixador do Brasil em Cabo Verde e dos autarcas dos dois municípios de São Nicolau, Américo Nascimento (Ribeira Brava) e José Freitas (Tarrafal).
O acto de inauguração da nova sede do parque natural de Monte Gordo foi testemunhado por uma grande moldura humana constituída sobretudo por morados da zona do Cachaço, incluindo do próprio parque, onde residem perto de quarenta pessoas.
A nova sede vai albergar um centro de interpretação ambiental, onde não vão faltar as 33 espécies endémicas, como a Macela do Gordo, mas também laboratórios e espaços de pesquisa, para trazer e apoiar a sustentabilidade ambiental do próprio parque, entre outras valências que vão permitir desenvolver também o turismo. Com uma forte preocupação ambiental, a sede foi construída com pedra local, permitindo um enquadramento harmonioso na paisagem.
SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL
Aliás, a sustentabilidade ambiental foi a tónica no discurso de José Maria Neves. “Para haver desenvolvimento sustentável temos de considerar que qualquer crescimento económico tem de ser um crescimento amigo do ambiente. É preciso usar o ambiente como recurso estratégico para o nosso desenvolvimento, preservar as espécies endémicas e acrescentar valor aos recursos ambientais para podermos gerar mais riqueza e mais desenvolvimento”, disse o chefe do executivo cabo-verdiano.
Uma ideia que foi reforçada por Antero Veiga, que enalteceu os esforços do Governo em matéria de ambiente. “Na altura da independência tínhamos cerca de 3% do território nacional com área arborizada. Hoje, graças a uma acção muito firme e clara em relação ao futuro, conseguimos atingir 23% do território nacional coberto por árvores”.
Esse responsável destacou ainda que a criação das áreas protegidas, como, por exemplo, do parque natural do Monte Gordo, “é uma indicação clara do esforço que o Governo vem envidando, juntamente com o poder local no sentido da preservação ambiental”. Na sua óptica, a sede do parque significa” precisamente esse esforço” porque “vai criar condições de acolhimento aos visitantes, turistas, investigadores e especialistas”.
MAIS APOIOS A CAMINHO
O mesmo destaque foi realçado por Ulrika Richardson, coordenadora das Nações Unidas, entidade que financiou a maioria da fatia orçamental da sede, através do Fundo Mundial do Ambiente. Aliás, Richardson elogiou o percurso de Cabo Verde nesta matéria e referiu que “Cabo Verde tem mostrado vontade de preservar os seus recursos”. Até agora as Nações Unidas já disponibilizaram 12 milhões de euros para a protecção ambiental, mas que irão apoiar o arquipélago com mais 10 milhões. Daí ter exortado a população a continuar a trabalhar na “preservação” dos recursos naturais, juntamente com a direcção do parque.
Já para o autarca da Ribeira Brava, Américo Nascimento, a nova sede vai permitir “a criação de novas valências”, com maior “capacidade de rentabilização do próprio parque”. O outro autarca, José Freitas, do Tarrafal, município que divide com Ribeira Brava a geografia do parque, fez questão de realçar que a nova sede vem reforçar a beleza daquele que é uma das sete maravilhas de Cabo Verde. Daí ter esperado por esta “ocasião especial” para entregar à gestora do parque, Lindaci Oliveira, o prémio das referidas Sete Maravilhas. GC
 
 

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