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Política

Ex-PR Mascarenhas Monteiro contra aumentos salariais dos políticos

Em declarações à Televisão de Cabo Verde (TCV), Mascarenhas Monteiro sustentou que os aumentos, indexados ao do atual chefe de Estado Jorge Carlos Fonseca, que viu o vencimento subir 64%, “vêm numa má altura”, pedindo que o diploma, integrado no novo Estatuto dos Titulares de Cargos Políticos, seja retirado.
Os aumentos salariais dos políticos em Cabo Verde, que entrarão em vigor no início da próxima legislatura, foram aprovados por unanimidade a 25 deste mês, estando a suscitar forte polémica no arquipélago, onde hoje à tarde vão decorrer manifestações de protesto convocadas por organizações cívicas e da sociedade civil.
“Nem sonhava que se ia aumentar o salário dos políticos”, exclamou o primeiro presidente de Cabo Verde eleito democraticamente, afirmando apoiar as manifestações que hoje vão decorrer nas principais cidades das nove ilhas habitadas e também na diáspora, designadamente em Portugal.
Hoje, em Coimbra, centro de Portugal, vários estudantes de Cabo Verde aí residentes apelaram a Jorge Carlos Fonseca, que se encontra a visitar as várias comunidades cabo-verdianas a residir em território português, para vetar o diploma.
Nas declarações à TCV, Mascarenhas Monteiro sublinhou não ser contra a melhoria salarial dos políticos, cujos vencimentos estão congelados desde 1997 e que têm sido compensados, desde então, com várias regalias, como subsídios de vária espécie, salientando, porém, ser uma altura “má” para os aprovar.
A menos de um ano do início do ciclo eleitoral com três votações – legislativas (previstas para o primeiro trimestre de 2016), autárquicas e presidenciais, por esta ordem -, o aumento dos salários dos políticos tem provocado acesa polémica e indignação nas redes sociais cabo-verdianas.
As duas centrais sindicais cabo-verdianas também já se posicionaram contra, lembrando que as recentes greves de várias associações profissionais, que exigiam, entre outras reivindicações, melhoras salariais não surtiram efeito.
Segundo o documento aprovado pelos deputados, o salário do chefe de Estado cabo-verdiano sobe de 170 mil para 280 mil escudos (de 1.541 para 2.539 euros), o equivalente a 64%, arrastando, na mesma percentagem, os vencimentos de todos os restantes detentores de cargos políticos – Parlamento, Governo e eleitos municipais.
Fonte: Lusa

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