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Economia

Leonesa Fortes: “Financiamento é o principal constrangimento do destino turístico norte”

A ministra do Turismo, Investimentos e Desenvolvimento Empresarial, Leonesa Fortes, assegura que o principal entrave para o desenvolvimento do sector nas ilhas do norte está espalmado na falta de financiamento para os projectos. Uma afirmação feita durante a abertura, nesta quinta-feira do “Mindelo Meeting Point” que quer relançar os destinos São Vicente, Santo Antão e São Nicolau a investidores nacionais e estrangeiros.
Leonesa Fortes afirma ser consensual que o desenvolvimento turístico de Cabo Verde depende de ofertas, produtos e serviços e ainda infra-estruturas físicas que atraem de maneira sustentável novos e recorrentes turistas. No entanto aponta a falta de financiamento como o constrangimento principal. “ Também sabemos que dificilmente este será obtido através dos tradicionais empréstimos bancários, tanto a nível nacional como internacional, o que significa que novos instrumentos e novos mecanismos financeiros terão de ser encontrados. E a operacionalização dos novos instrumentos financeiros deverá passar necessariamente pelo estabelecimento de parcerias  que envolvem os bancos comerciais, a bolsa de valores e parceiros e especialistas internacionais”, garante a responsável pelo MTIDE.
Nessa senda, Fortes coloca o Governo com um papel preponderante de reunir todas a s partes necessárias. “Sem a realização de negócios não pode haver turismo e desenvolvimento. O Governo de Cabo Verde está ciente disso, por isso reserva-se a si o papel de facilitador, criando as condições necessárias para atrair e fixar os investimentos nacionais e internacionais”.
Uma atitude  que pode beneficiar as ilhas do norte, que conforme a ministra do turismo encerram um grande e diversificado potencial, sendo como prova disso a existência de vários projectos turísticos e o interesse crescente de investidores e operadores globais para o grupo desta ilhas. Por isso, coloca-se como prioritário “a recuperação dos projectos turísticos  que a crise financeira internacional adiou”, uma vez que irão contribuir “de forma decisiva para o desenvolvimento dessas ilhas e de Cabo Verde, para combater a pobreza o desemprego e para garantir um futuro risonho para as gerações futuras”, salienta Leonesa Fortes.
O acto que aconteceu na Academia Jotamont, e que reunir várias entidades nacionais e estrangeiros, contou ainda com os discursos do presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, do presidente da Cãmara de Turismo de Cabo Verde, Gualberto do Rosário e com o do presidente da Cãmara de Comércio de Barlavento, Belarmino Lucas. Todos esses intervenientes que declararam ser urgente voltar a atenção para o norte do país.

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