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Política

Mindelo Meeting Point chega ao fim…venha agora o “day after” a começar pela administração pública

Depois de dois dias de debate que juntou mais de uma centena de profissionais do turismo, fica agora a certeza de que o ”day after” é para por mãos à obra e colocar em prática, as ideias, medidas e recomendações.
Este foi um dos principais alertas de Leonesa Fortes, ministra do turismo, industria e desenvolvimento empresarial, tendo em conta que o país não pode deixar passar ao lado as potencialidades de crescimento que o turismo pode oferecer a vários níveis.
“A indústria turística é a que mais cresce em todo o mundo, a que mais postos de trabalho cria e por isso Cabo Verde não pode perder a oportunidade de com a indústria do turismo poder alavancar os outros sectores da economia do país e, assim, alcançar os almejados níveis de crescimento económico e de bem-estar para as nossas populações”, afirmou.
Apesar da Região Norte já ter um conjunto de infraestruturas físicas que permitam suportar “uma forte demanda do turismo”, em termos de saúde, aeroportuário e indicadores de água e saneamento, Fortes admite que “falta contudo”, efectivamente, “que o sector privado se desenvolva e seja capaz de projectar o sector do turismo”.
Mas, reconhece que é necessário que o Governo seja “o facilitador e parceiro” para que o sector privado consiga” desbravar o caminho e ultrapassar obstáculos”. Entre eles, o financiamento, que constitui um dos maiores problemas para implementação de projectos.
Leonesa diz que neste aspecto o Governo tem toda a abertura para estar “ao lado” do sector privado e para encontrar novos mecanismos e instrumentos “modernos para financiar o turismo e não o modelo já esgotado utilizado em 2008/9”.
Uma tese reforçada por José Maria Neves, primeiro-ministro de Cabo Verde que procedeu ao encerramento da 1ª edição do Mindelo Meeting Point, ao fim da tarde de ontem.
Depois dos dois dias de debate sobre o turismo da Região Norte, Neves disse que “o trabalho começa hoje, agora” e que, por isso, “vamos dar o pontapé de saída para remover os obstáculos e simplificar os procedimentos administrativos”.
Nesse contexto, enviou alguns recados à administração pública. “O nosso objectivo deve ser simplificar a vida ao empresário, ao cidadão, porque esta deve ser a nossa orientação”. Isto porque diz que Cabo Verde precisa de mudar de atitude para desenvolver o país e que o desenvolvimento é uma questão de atitude, de profunda mudança de mentalidades e comportamentos. “Quem está na administração pública não está lá para exercer o poder, está lá para servir os cidadãos e empresas”.
Declarações que foram muito aplaudidas pela plateia, entre muitos empresários e investidores, aliás como todo o discurso acutilante dirigido à administração pública nacional. GC

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