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Cultura

Elji sacode Gamboa e Ferro Gaita fecha ao som do funaná

Elji Beatzkilla, músico cabo-verdiano que reside actualmente em Portugal, agitou o público no festival da Gamboa, que arrancou esta sexta-feira (15).
Mas o festival iniciou por volta das 22h30, com “Os Tubarões”, com Albertino Évora no comando como vocalista. O público pouco expressivo, no começo, cantou as várias composições de sucesso eternizados na voz do falecido Ildo Lobo como “Tunuca”, “Destino de um Criol”, “Terra bô sabê” e “Porton di nôs ilha que fechou a actuação em grande com um público a aplaudir e cantar. “Foi um momento mágico e muito emocionante, não tenho palavras”, afirmou no final Albertino Évora para quem  “o público reviu aquilo que ele (Ildo Lobo) fazia com Os Tubarões, embora não tenha sido essa a minha intenção” continuou Albertino que diz que o projecto do grupo é para continuar com mais actuações.
Logo de seguida foi a vez do homenageado a noite, Bitori Nha Bibinha e a sua gaita fazerem presença no palco. Foram cerca de 20 minutos de actuação junto com uma nova geração e dois filhos. Os temas interpretados são de conhecimento do público que cantou juntamente com eles como “Praia Maria”, composição do falecido Code di Dona e “Bitori Nha Bibinha la Tchadinha ta tchora pobreza”. Bitori Nha Bibinha mostrou-se muito feliz com a homenagem feita a ele e à gaita: “durmo com a gaita na cabeceira da cama”.
Os Rapaz 100 Juiz estrearam no festival com “Carta pa Cabral” acompanhados do grupo coral encabeçado por Lúcia Cardoso. O hip hop interventivo ecoou por toda a Gamboa, com um feedback “muito positivo” do público presente. Nas letras sentia-se uma forte crítica política, mas também da sociedade em geral, chamando a atenção principalmente dos jovens. “Foi um sonho realizado, foi uma sensação inexplicável”, frisou PnC (Péricles Costa), para quem o retorno do álbum tem sido “bastante negativo” por parte de algumas pessoas mas desde o início sabíamos que isso iria acontecer e a nossa ideia é colocar o povo feliz e é isso que estamos a fazer”, continuou o jovem para quem o álbum “Voz di vozes” vem trazendo muitos ganhos.
Depois dos jovens naturais de Santa Catarina, Elji Beatzkilla, Mika Mendes, Atim e Joceline animaram o público durante cerca de uma hora e meia. “Sem palavras, é como um sonho realizado”, descreveu Elji que diz que cantou “em família” com os outros músicos que subiram ao palco e terá sempre “Cabo Verde no coração”, o que mostrou com a energia contagiante e a interacção com o público.
Mika Mendes teve o seu “momento especial” quando chamou o pai Boy G Mendes e juntos interpretaram uma música do jovem músico.
Dynamo apresentou-se também pela primeira vez no festival da Gamboa com o seu álbum de estreia “One” e ficou satisfeito.
O primeiro dia do festival da Gamboa terminou ao ritmo do grupo “Ferro e Gaita” que subiu ao palco depois das 4 horas da madrugada e fez presença para apresentar principalmente o mais recente disco “Festa Fora” iniciando a actuação com o single de lançamento “Ta bai ta pupa”, mas logo de seguida fizeram uma incursão por Fundu Baxu e outros sucessos anteriores.
O segundo dia do festival arranca às 20 horas de hoje (16) com o internacional Stromae que deve seguir viagem, logo de seguida, para o continente africano onde tem mais espectáculos agendados. CG
 

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