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Sociedade

Levantamento fraudulento: Cliente acusa SISP de descaso

Num espaço de cinco dias foi lesada em 31 contos. Yara Andrade está revoltada com a SISP (Sociedade Interbancária e Sistema de Pagamentos) por ainda não ter identificado o autor dos levantamentos fraudulentos feitos na sua conta. SISP rejeita responsabilidades.
As três operações, alegadamente, fraudulentas aconteceram num conhecido espaço comercial da Achada de São Filipe (na Praia). As duas primeiras movimentações aconteceram na noite de 15 de Maio (uma sexta-feira), em duas operações: uma, de mil escudos, e a outra, de 15 contos. Coincidência ou não, era o primeiro dia do Festival da Gamboa.
Tomando conta da ocorrência, Yara Andrade comunicou o facto à agência da Caixa Económica (de São Filipe), onde foi aconselhada a comunicar “o estranho procedimento” à SISP. Assim fez.
“Dirigi-me, pessoalmente, para lá e sugeriram-me alterar o meu código”, conta ao A NAÇÃO, revoltada, para revelar que não seguiu a orientação da SISP, alegando que, se assim procedesse, “estaria a aceitar e a legitimar a roubalheira”. Cinco dias depois (20 de Maio) foram levantados mais 15 contos, totalizando 31 mil escudos.
Na alçada da PJ…
Yara diz que comunicou os factos à Polícia Judiciária (PJ) e já entregou, desde o dia 21, o boletim de ocorrência à SISP, a quem acusa de “descaso”, já que paga “pelos serviços prestados”.
A lesada está “segura” de que, em haver “clone” do seu cartão, não foi feito por nenhum dos seus próximos. “Mas, mesmo havendo ‘clone’ feito por meus próximos e/ou conhecidos, mesmo que fosse a minha mãe, cabe ao SISP deslindar este estranho caso”, pontua, relevando que teme a destruição de imagens, já que aquele espaço comercial onde fica a caixa, só as guarda por, no máximo, dez dias.
Yara Andrade assegurou ao A NAÇÃO que, de acordo com garantias recebidas da Caixa, “todas as operações foram sempre efectuadas” no mesmo dispositivo, que fica no interior do espaço comercial, que fecha portas às 20H30. “E as três falcatruas deram-se sempre depois dessa hora”, revela, para frisar que, “depois destes incidentes”, tomou “conhecimento da existência de vários outros lesados”, em diversos pontos do país.
Garantia da SISP
Contactada por  A NAÇÃO, a SISP, através da servidora Carla Sequeira, declina toda e qualquer responsabilidade, assegurando que “a falha” não está do lado daquela entidade. “Não existem cartões ‘clonados’  nos nossos Serviços. A cliente deve certificar-se bem, se nenhuma outra pessoa está na posse do seu código”, recomenda, para concluir que, em tempo oportuno, darão, “por escrito, uma resposta à visada”.
SISP é uma sociedade para-bancária encarregue de gerir actividades relacionadas com o desenvolvimento e utilização de meios de pagamentos em Cabo Verde.
Alexandre Semedo
 

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