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Política

40 Anos/Cabo Verde: PR das Seychelles já não vem devido a eleições antecipadas no país

O presidente das Seychelles, James Michel, convidado de honra para as comemorações do 40.º aniversário da independência de Cabo Verde, a celebrar domingo, já não estará presente das cerimónias devido a uma crise política no país.
A informação foi avançada hoje à imprensa pelo chefe de Estado cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, no final da segunda reunião da Comissão de Honra das comemorações, em que ficaram definidas as celebrações centrais, que começarão sábado com uma “grande velada cultural”.
Segundo Jorge Carlos Fonseca, o seu homólogo das Seychelles enviou uma comunicação oficial em que justificou o adiamento da visita de Estado a Cabo Verde na data prevista, que incluía a participação mas celebrações, devido à convocação de eleições antecipadas no país.
“Devido a um caso de força maior, na natureza política, as Seychelles vão ter eleições antecipadas que vão decorrer no período em que o presidente deveria visitar Cabo Verde. O presidente não poderá ausentar-se do país havendo eleições nacionais antecipadas. Não estará presente, mas virá a Cabo Verde para uma visita de Estado ainda este ano, em data a acertar”, afirmou Jorge Carlos Fonseca.
A 05 deste mês, após a primeira reunião da Comissão de Honra, o presidente cabo-verdiano anunciou a vinda de James Michel, que o convidara para participar em idêntica celebração, nas Seychelles, com igual estatuto, nas comemorações de 2014 do Dia da Independência daquele arquipélago do sul do Índico (18 de junho).
Na reunião de hoje, foram acertados os últimos pormenores das comemorações em Cabo Verde, que começaram simbolicamente a 25 de maio último, Dia de África, e vão prolongar-se até 18 de outubro, Dia da Cultura.
O ponto alto ocorrerá a 05 de julho, dia da independência (em 1975) com as celebrações oficiais, que começam às 07:00 com uma missão de ação de Graças, seguida, duas horas mais tarde, pela deposição de uma coroa de flores no mausoléu Amílcar Cabral e da sessão solene no Parlamento local às 10:00.
Na tarde de domingo, haverá a parada militar, inicialmente prevista para sábado, percorrerá a Avenida Cidade de Lisboa, onde será instalada uma tribuna oficial e em que participa o chefe do Estado-Maior general das Forças Armadas (CEMGFA) de Portugal, Artur Pina Monteiro, na presença do primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho.
Ao início da tarde de sábado, segundo Jorge Carlos Fonseca, começará a “velada cultural” ligadas às comemorações e, à meia-noite, serão homenageados 20 compositores cabo-verdianos de várias gerações ainda vivos, cuja lista ainda não foi divulgada, bem como alguns entretanto falecidos.
Fonte: Lusa

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