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Sociedade

Cabo Verde quer garantir mínimo diário de 40 litros de água a cada cidadão até 2030

O Governo de Cabo Verde quer garantir até 2030 um mínimo de 40 litros de água por dia por habitante, reduzindo, por exemplo, as doenças infecciosas e parasitárias de fonte hídrica.
Antero Veiga, ministro do Ambiente, Habitação e Ordenamento do Território, Antero Veiga, citado pela agência Inforpress, destacou que a meta está incluída na Estratégia Social e Género para o Setor da Água e Saneamento, reforma em curso.
“As metas que pretendemos atingir, embora parecendo pouco ambiciosas, exigem avultados investimentos, como garantir a cada cabo-verdiano, até 2030, no mínimo 40 litros de água por dia para as suas necessidades pessoais”, salientou, destacando como outra meta a construção de casas de banho nas estimadas 32.500 habitações.
Antero Veiga considerou que o plano, elaborado pela Agência Nacional de Água e Saneamento (ANAS), irá servir de orientação ao Executivo em todos os trabalhos que irá realizar a partir de agora.
A estratégia insere-se, por sua vez, no Plano Estratégico Nacional de Água e Saneamento (PLENAS), com o qual está “inteiramente harmonizado”, cujo objetivo é contribuir para operacionalizar as metas de inclusão social, igualdade de género e redução da pobreza.
Na esfera internacional, a Estratégia baseia-se já na proposta de Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis da agenda pós-2015 e nas metas específicas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, bem como nas Convenções e Resoluções que incluem o direito à água e ao saneamento para todas as pessoas.
A estratégia assenta em cinco eixos estratégicos de intervenção no período entre 2015 e 2020, como as acessibilidades física e económica ao serviço, responsabilidade, controlo social e institucionalização social e género.
Cabo Verde tem já em curso a primeira fase do “Programa de Energias Renováveis, Ambiente e Mobilização de Água”, que prevê a captação de águas de escoamentos superficiais e subterrâneas, através de obras hidráulicas, que permitiram a construção de seis barragens – Figueira Gorda, Salineiro, Faveta, Saquinho, na ilha de Santiago, Canto Cagarra, em Santo Antão, e Bacnca Furada, em São Nicolau.
O programa prevê também 70 perfurações, ensaios de bombagem e construção de abrigos de proteção nas ilhas da Brava, Fogo, Santiago, São Nicolau e Santo Antão, 29 diques nas ilhas do Maio e da Boavista, e a instalação de sistemas de captação, bombagem, adução, armazenamento e distribuição de água, nos concelhos de São Salvador de Mundo (Santiago) e São Filipe (Fogo).
O programa tem como objetivo a mobilização de água e a modernização da agricultura, prevendo a captação de 9.352.080 m3/ano de águas de escoamentos superficiais, subsuperficiais e subterrâneas, que correspondem a uma disponibilização média de 31.174 m3/dia para apoiar atividades agropecuárias no meio rural.

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