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Cultura

Baía 2015 fechado sob o “remember” de Gil Semedo

Gil Semedo encerra 31ª edição do festival Baía das Gatas lembrando velhos sucessos
O “Nôs lider” deu o pontapé de saída no repertório de remembers preparado pelo Gil Semedo, depois segui-se “Fã nº1”, “Sweet honey”, “Minina”, “Jantar” e tantas outras que marcaram tempo. Enfim uma hora de muitos sucessos que acompanharam o nascer do sol e fizeram acordar o público do areal da Baía das Gatas, que teve de esperar várias horas para ver esse Showman que há 10 anos não pisava o palco deste festival internacional.
Um dos episódios do dia derradeiro dessa 31ª edição que ficou de certa forma manchado pelos atrasos, que levaram muita gente a desistir e ir para casa por ter de trabalhar nesta segunda-feira. Mas também por polémica, como a acontecida com o rapper Kiddye Bonz, que recusou receber o diploma no final do espectáculo depois de reclamar o tempo dado para aactuação, quando aceitou deixar a segunda ramessa do “Lisbon Street Band” actuar antes.
O jovem artista manifestou a sua insatisfação ainda antes de sair do palco e as coisas chegaram ao ponto da produção cortar-lhe o som do microfone, quando dizia ir cantar a sua última música. O público que vibrara e aompanhara em uníssono as músicas do seu trabalho lançado neste ano, acabou por ficar do lado do Kiddye Bonz apoiando a decisão de negar o diploma e reagiu através de vaias e gritos. Aliás desde do início do festival, a malta jovem já pedia pela entrada deste que é considerado um dos nomes sonantes do rapper cabo-verdiano e que fez levantar o astral dos festivaleiros depois de quatro horas e meia do “maçante” Lisbon Street Band.
Do lado da Câmara Municipal de São Vicente (CMSV), o vereador da Cultura, Humberto Lélis, justificou a decisão da produção com o exceder de tempo, mais 15 minutos acima do combinado com o rapper para actuar. Lélis também negou a afirmação de Kiddye Bonz de lhe terem proposto fechar o festival, isto porque segundo informações por nós apuradas, Gil Semedo estava em risco devido a cancelamentos de voos da TACV.
No meio de toda esta embrulhada, o presidente da CMSV, Augusto Neves que também apoiou a atitude da equipa da organização, deixou o recado, através dos jornalistas que “quem quiser passar mais tempo no palco, que faça o seu festival”.
Com polémicas e complicações à parte, o certo é que as outras duas actuações de domingo, que só terminou na segunda-feira, valeram a pena. A de Élida Almeida que pela primeira vez no Baía das Gatas fez os festivaleiros vibrar com as músicas do “Ora doci, ora margos”, que os presentes tinham na ponta da língua. Ainda a de Ceuzany que como “mnininha d´Soncent” também mostrou que sabe ao que veio.
LN

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