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São Vicente

Perla Negra: julgamento continua na segunda-feira

O terceiro dia do julgamento, nesta sexta-feira, foi concentrado para ouvir os inpectores da Polícia Judiciária (PJ)que estiveram envolvidos na operação, como testemunhas. E o inspector-chefe, Rui de Pina, que coordenou o esquema aqui em São Vicente foi dos primeiros a ser ouvido, na parte de tarde.
Rui de Pina explicou os meandros do caso e assegurou que os arguidos estavam a ser investigados alguns meses e que se tinham reunido algumas vezes no Bar Perla Negra, que deu origem ao nome da operação, no Bar Estrela e no bar da Marina. No dia da detenção, como relatou o inspector “tinham verificado uma agitação estranha entre eles que falavam sempre ao telefone”. Também que o cabo-verdiano Alexandre “Xand Badiu” Borges tinha estado no Bar Estrela e depois passado em frente às delegações da PJ.
Ainda em relação ao Xand Badiu , Pina confirmou que este se tinha encontrado com o então director da PJ, Alexandre Semedo e que estes eram amigos. Por essa razão que a Alexandre Semedo não foi dado a conhecer detalhes da operação, que inicialmente estava a ser coordenado pela Direcção Nacional, na cidade da Praia. O director regional só soube de tudo quando terminara a detenção.
Rui de Pina prosseguiu explicando todos os detalhes desde da montagem das equipas em pontos estretégicos, a detenção de Villalonga antes da apreensão da droga, numa das praias de Salamansa, depois da detenção dos arguidos em Lameirão e por último do iate “Ipinicio” que terá feito o descarregamento e de seus ocupantes na Marina do Mindelo.
Seguiu-se o depoimento de mais quatro inspectores que relataram quase o mesmo. Mas que foram questionados pelos advogados se eles viram Ipinicio a descarregar a droga, questão que todas testemunhas visadas responderam negativamente. Tudo o que foi dito na audiência foi traduzido para os arguidos estrangeiros, em espanhol e inglês, com ajuda de dois intérpretes.
A defesa frisou ainda sobre se foi encontrado no iate na hora da apreensão e se com os arguidos, Villalonga, Carlos Ortega e Juan Justus – tripulantes do iate foi encontrado droga, e receberama a resposta dos inspectores que não. Várias outras perguntas que pareciam ter a intenção de deitar por terra a acusação de tráfico e ainda de associação criminosa.
Os depoimentos prosseguem na segunda-feira, ainda dos inspectores da PJ que estiveram envolvidos na operação “Perla Negra”. Esta que foi a segunda maior apreensão de droga em Cabo Verde, após a operação “Lancha Voadora” com 521 quilos. de cocaína encontrados dissimulados em 19 sacos de viagem. Foi decretado prisão preventiva a seis arguidos.

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