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Economia

Victor Fidalgo: “Seria mais fácil liquidar a TACV e criar outra companhia em seu lugar”

O economista e consultor Victor Fidalgo mostra-se frontalmente contra a manutenção do “status quo” na TACV. Ao contrário dos demais intervenientes deste dossiê, ele defende que Cabo Verde não tem condições para suportar uma companhia aérea de bandeira.
“A TACV, vista de um certo prisma, pode ser considerada um dos pilares da nossa identidade, daí a nossa fraqueza sentimental ao analisar a situação em que ela se encontra, o bombardeamento repetitivo e fastidioso aos nossos ouvidos da expressão ‘companhia de bandeira’, como se da nossa alma ou do nosso futuro se tratasse. Isso é mau”, diz de forma frontal.
Fidalgo, que trabalha para o sector turístico, com passagem pela Cabo Verde Investimentos, lembra que, sem qualquer drama, várias várias companhias de bandeira desapareceram por esse mundo afora, algumas de países muito mais importantes do que Cabo Verde. “No seu lugar surgiram outras mais eficientes e úteis ao país e à economia. As pessoas da minha geração lembram-se da PAN-AM, que era a bandeira dos EUA no exterior, depois a TWA, hoje não se fala em nenhuma dessas companhias. A Bélgica tinha a SABENA, que também cedeu lugar à Brussels Air. A Air Swiss desapareceu, dando lugar à Swiss Air. A VARIG, no Brasil, também saiu do primeiro plano. Portanto, devemos pensar na facilitação do transporte de pessoas dentro de Cabo Verde e para fora, em condições seguras e competitivas, e não na transportadora A ou B, mesmo sendo ela uma ‘companhia de bandeira’”, defende.
Sobre a viabilidade da TACV, que passa por momentos conturbados em termos de tesouraria e com um enorme passivo, Victor Fidalgo não tem dúvidas: “Seria mais fácil liquidá-la e criar uma outra companhia, em novas bases e com novo perfil, onde a intervenção política deveria ser o mínimo e mais distante possível, onde primam o absoluto profissionalismo e o autossustentabilidade”.
Em relação à privatização da empresa, Victor Fidalgo diz que desconfiaria “seriamente” de quem a quisesse comprar na situação em que se encontra.
 

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