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Economia

Cabo-verde quer que Angola invista em plataforma de distribuição de combustíveis

O embaixador de Cabo-verde em Angola, Francisco Pereira da Veiga, disse hoje, no Lubango, Huíla, que as autoridades cabo-verdianas querem que o governo angolano crie, no seu país, uma plataforma de distribuição de combustíveis, tanto para as frotas marítimas, como aeroportuárias da orla marítima entre América, Europa e África.
Falando num encontro com a comunidade cabo-verdiana residente na província da Huíla, o diplomata afirmou que seria mais fácil a Europa e a América abastecerem-se de combustíveis através de plataforma que deverá ser criada em Cabo-verde.
“O que nós pretendemos é que Cabo-verde esteja inserida numa região de desenvolvimento económico e Angola deve fazer de Cabo-verde também de plataforma para o crescimento sustentável, virado particularmente aos mercados da Costa Ocidental de África, uma vez que o país tem vantagens especiais por estar inserido na comunidade económica dos Estados de África Ocidental”, realçou.
A par disto, Francisco Pereira Veiga afirmou que Cabo-verde também tem vantagens “especiais”, pois para além de possuir as Ilhas da Boavista e Sal, tidas como fortes em turismo, os empresários angolanos podem se instalar no país, para beneficiarem, igualmente deste mercado.
Relativamente à cooperação empresarial entre os dois países, o embaixador disse serem excelentes, pois existem já empresas que se instalaram em Cabo-verde, nomeadamente, Unitel, Sonangol, Banco Angolano de Investimentos (BAI) e Banco de Crédito Internacional (BIC).
“Estamos a tentar reforçar a cooperação entre Angola e Cabo-verde nestes aspectos, traçamos uma sequência de visitas em que os dois governos já efectuaram, no qual traçou-se um roteiro de colaboração económica empresarial, onde as acções deveriam dar início em Outubro deste ano”, disse.
Entretanto, Francisco Pereira Veiga esclareceu que devido à crise económica que se instalou em Angola, motivada pela queda do preço do petróleo no mercado internacional, estas acções foram adiadas com propósito de se dar início no próximo ano.
Na província da Huíla estima-se existir mais de 250 cidadãos cabo-verdianos, uns com passaporte de residência vitalícia e de trabalho.
Durante a sua estadia na província da Huíla, o embaixador de Cabo-verde em Angola, Francisco Pereira Veiga, manteve encontro de cortesia com a vice-governadora para o sector político e social, Maria João Chipalavela e regressa hoje mesmo a Luanda.
Fonte: ANGOP

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