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Sociedade

Catarina Gomes, jornalista do Público: “À comunicação social cabo-verdiana falta mais reportagens”

Em entrevista ao A NAÇÃO, durante uma visita efectuada às instalações deste semanário pelo grupo de jovens descendentes de cabo-verdianos residentes em Portugal, “Mais líder”, Catarina Gomes, jornalista do “Público”, disse entender que “à comunicação social cabo-verdiana falta mais reportagens e menos notícias institucionais”.
A jornalista que falava a margem da visita, liderada por uma equipa daquele diário, bem como, dois representantes do Alto Comissariado das Migrações (ACM), explicou, porém, que este não se trata de um “problema” exclusivo da realidade cabo-verdiana. Em Portugal, também sofrem deste “mal”.
“Com poucos recursos fica mais fácil recorrer ao telefone do que sair a rua, mas nós também temos esse problema do sedentarismo da profissão”, disse.
Por outro lado, embora tenha “estranhado” o facto de Cabo Verde não ter jornais diários, a jornalista disse ter gostado “imenso” do único jornal que até então tinha lido, pois, “tem artigos de opinião super interessantes e relevantes”.
Quanto a visita em si, Catarina Gomes admite ter sido muito “produtiva” mas embora tenha visitado, além da cidade da Praia, o concelho do Tarrafal e a barragem do Poilão, disse ter sentido a necessidade de conhecer outras regiões.
“Faltou precisamente conhecer outras regiões, pois ficou-se a saber muito pouco e a ideia de que esta ilha vai representar as outras não corresponde a verdade, pois são muito diversas entre si, ainda mais porque muitos destes jovens não são originários daqui”, explicou. E acrescentou: “seria interessante conhecer a diferença”.
“Gostaria de ter ido à ilha do Fogo por causa do vulcão, pois a ideia de existir um vulcão, em Cabo Verde, é fascinante mas percebi que o acesso aos transportes não é assim tão fácil”, sublinhou.
A jornalista assegurou que Cabo Verde estará “literalmente” nas páginas do “Público”, pois, pretendem retratar a visita através de uma grande reportagem, multimédia, com as três valências. “Uma reportagem longa escrita para a revista dois do jornal, intercalada com fotos e vídeos da visita”, explicou.
JN
 
 
 
 
 
 
 

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