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Santo Antão

Santo Antão: “Todas as localidades já recebem visitas de especialistas e cuidados primários de saúde”

Com a criação da Região Sanitária de Santo Antão, em Março deste ano, “todas as localidades da ilha passaram a receber visitas de especialistas e cuidados primários de saúde”. Esta melhoria deve-se ao aumento do número de técnicos e uma melhor articulação das estruturas de saúde na ilha. São avanços apontados por Elísio Silva, director interino da RSSA, confiante que Santo Antão vai alcançar os Objectivos do Desenvolvimento do Milénio em matéria da saúde.
António Neves
As melhorias na área de saúde, na ilha das montanhas, já se podem notar, depois de oito meses de funcionamento da Região Sanitária de Santo Antão (RSSA). Desde logo, a RSSA passou a ter um Orçamento de 7 mil contos que tem apoiado na atenção primária de saúde nos três concelhos de Santo Antão. Esta infraestrutura permitiu uma melhor articulação entre as estruturas de saúde e aproveitamento dos recursos existentes, possibilitando ainda a criação de um gabinete técnico para apoiar os serviços nos três concelhos.
“Já temos uma melhor distribuição e organização de todos os funcionários de saúde de Santo Antão porque prestamos servições a nível da região. Com a RSSA, os especialistas fazem consultas descentralizadas em todas as localidades da ilha. A nossa região melhorou bastante em termos de mortalidade infantil e de atendimento à população” explica Elísio Silva, director interino da RSSA, acrescentando ainda que a região “é dos poucos em Cabo Verde que já conseguiram alcançar os Objectivos do Desenvolvimento do Milénio quanto ao HIV/Sida, tuberculose e paludismo”.
Evacuações diminuiram
A RSSA dispõe de um pediatra, um cirurgião, um psiquiatra, um radiologista, um genecologista e dois anestesistas que prestam serviços em todos os concelhos de Santo Antão. Segundo Elísio Silva, diminuiram-se “consideravelmente” as evacuações de doentes para outras ilhas, nomeadamente para São Vicente. “A nível de genecologia, praticamente já não fazemos evacuações. Antes, os santantonenses tinham que ir a São Vicente para consultas de genecologia e ecografia, mas agora são feitas em Santo Antão”, afirma.
Elísio Silva avança ainda que a RSSA e o Hospital Baptista de Sousa (HBS), em São Vicente, assinaram um acordo em que os especialistas do HBS descolam-se à Santo Antão para prestarem serviços que ainda não são cedidos naquela ilha. “Também, alguns tipos de análises, como de próstata, tireoide e de hepatite, que não dispomos em Santo Antão, fazemos a extração do sangue e enviamos para o HBS e dão-nos a resposta. A pessoa já não tem de deslocar-se para São Vicente”, assegura.
Alcoolismo, uma preocupação
Com o funcionamento da RSSA, as autoridades sanitárias colocaram na agenda a questão do alcoolismo, considerado um problema de saúde pública em Santo Antão. Neste sentido, uma das actividades da RSSA foi a realização de um forúm regional sobre o alcoolismo “para uma análise da situação actual e projectar uma intervenção planificada a médio/longo prazo”.
“Criámos uma equipa para fazer o guia de intervenção em toda a ilha. A nível nacional foi feito um encontro para discutir as formas de combate ao alcoolismo e agora estamos a espera dos resultados para juntarmos o quê que consiguimos no nosso forúm e laborarmos o protocolo de atendimento. Em Santo Antão, já temos equipas de psiquiatras que trabalham no seguimento de pessoas vítimas de alcoolismo”, revela Elísio Silva ao A NAÇÃO.
A criação da Região Sanitária de Santo Antão inseriu-se no quadro do Plano Nacional de Desenvolvimento Sanitário (PNDS), para o período 2012-2016, que prevê também a criação da Região Fogo/Brava.
 
 

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