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São Vicente

Morte de “Makna”: Grupo de jovens manifestam-se junto ao Tribunal pedindo por justiça

Um grupo de jovens, amigos e familiares de Rudnei “Makna” da Cruz manifestaram-se, nesta segunda-feira (4) à frente do Tribunal de São Vicente, clamando por justiça.

Proferindo em alta voz palavras de ordem como “queremos justiça” e “assassino é na cadeia”, o grupo de jovens de Fernando Pó mostrou o seu desagrado por ainda está em liberdade o policial que atirou dois tiros e atingiu Makna pelas costas.

“Queremos é que ele pague pelo que fez, porque não é normal que uma pessoa mesmo que seja policial, atire numa pessoa pelas costas e fique impune, continuando a exercer o seu trabalho e até passando na zona onde Makna morava”, desabafa Dário Lopes, primo e amigo da vítima.

A manifestação desses jovens tinha como último destino a porta do Tribunal, mas após alguns minutos em frente a instituição judicial, o grupo acabou por ser retirado pela Polícia Nacional e de uma forma que Dário afirma ter sido com “estupidez”.

Contudo, mesmo alguns metros de distância estes não se calaram, já que como explica Dário Lopes querem que o juiz reanalise o caso e que possa decretar a prisão do agente da Polícia Nacional, Dionísio Rocha, que afirmam ter matado “um jovem com muito amor à vida e cujo sorriso nunca mais poderá ser visto em Fernando Pó”.

O caso aconteceu a 10 de novembro passado na zona de Ribeira de Julião, zona da moradia de Dionísio Rocha e onde Makna teria então deslocado para participar num “guarda-cabeça” de um recém-nascido.

Quanto ao ocorrido, este apresenta-se em duas versões: uma de amigos do Dionísio Rocha que este terá sido atacado com pedras pelo jovem em questão e disparou alguns tiros para o ar para assustar o atacante. Mas este não intimidou-se e para salvar a sua vida tentou disparar para as pernas.

Por outro lado, os familiares de Makna que afirmam que este estava no local acompanhado de alguns amigos e terá sido perseguido por cães pertencentes agente policial e este para se defender atirou pedras aos animais.

O jovem de 18 anos deu entrada nos serviços de urgência do Hospital Baptista de Sousa com ferimentos de bala e acabou por falecer horas depois da intervenção cirúrgica realizada para estancar a hemorragia. Dionísio Rocha espera pelo julgamento sob Termo de identidade e Residência.

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