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Guiné-Bissau: PR ausculta partidos para marcar Legislativas

O Presidente bissau-guineense (PR), José Mário Vaz, ausculta os partidos políticos sobre a marcação da data das próximas eleições legislativas, que o próprio quer que tenham lugar ainda este ano, disse à Lusa fonte da Presidência da República.

José Mário Vaz auscultou, na quarta-feira, 28 de Fevereiro, de forma individual, um conjunto de 28 partidos políticos, entre os quais o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), vencedor das últimas legislativas, realizadas em 2014.

Esta quinta-feira, 1, o líder guineense prossegue as auscultações, recebendo 18 partidos, entre os quais o Partido da Renovação Social (PRS), o segundo mais votado no actual Parlamento.

É intenção do PR obter um consenso entre os partidos para que as eleições possam ter lugar ainda em 2018, como recomenda toda comunidade internacional.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas, no seu último comunicado, do dia 21 de Fevereiro, recomendou aos actores políticos guineenses no sentido de trabalharem para que as eleições legislativas possam ser realizadas ainda este ano e as presidenciais em 2019.

O secretário-executivo da Comissão Nacional de Eleições (CNE), José Pedro Sambú, fez saber ao Presidente do Parlamento, de quem depende organicamente, que tecnicamente “já não será possível” realizar eleições no mês de Maio deste ano.

Segundo Sambú, para que as eleições tivessem lugar em Maio, os actos prévios, nomeadamente, a actualização dos cadernos eleitorais, bem como a composição do mapa eleitoral, teria que estar feita a partir de Janeiro.

Uma fonte da CNE disse à Lusa que, “na melhor das hipóteses”, as eleições só poderão ter lugar em Novembro, contando que, a partir de Março, serão executados actos prévios e considerar “a impossibilidade de fazer aqueles trabalhos” no período das chuvas (entre Maio a Outubro).

Após as auscultações aos partidos, José Mário Vaz, publicará um decreto com o qual irá afixar a data das eleições.

O PR nomeou Artur Silva primeiro-ministro, a 31 de Janeiro passado, mas, até hoje, este não conseguiu formar o seu governo, devido à recusa dos partidos e grupos políticos em integrar o executivo.

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