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Economia

TACV: UNTC-CS acusa empresa de postura “ditatorial”e “intimidação” dos trabalhadores no processo de privatização

A central sindical UNTC-CS, que vem gerindo o processo dos trabalhadores da TACV durante a privatização em curso, mostra-se preocupada com a forma como os trabalhares da companhia estão a ser tratados.
Numa nota de imprensa chegada à nossa redacção esse sindicato diz que o apelo que havia sido feito ao Governo, “em nome do diálogo, da concertação e da paz social que devem prevalecer entre os parceiros sociais no que tange a resolução de problemas candentes de foro sócio laboral, não foi tido em conta”, nem “tampouco foi considerado como tínhamos recomendado, que envolvessem mais os sindicatos no processo, de modo a poder garantir direitos, transparência, rigor, isenção e acima de tudo, tranquilidade”.
A UNTC-CS  chama a atenção para “mal” que todo o processo de privatização tem “causado aos trabalhadores dos TACV”, onde a palavra “tranquilidade” e “a paz de espírito” deixaram de existir no dia-a-dia, dos trabalhadores.
“O que verificamos antes e que continua vivo no seu seio é uma grande instabilidade emocional caracterizada por uma ansiedade generalizada, medo, incerteza no futuro e insegurança.Os trabalhadores têm sofrido ao longo desses últimos tempos por uma espécie de MOBBING, face ao total abandono, silêncio e pressão a que foram sujeitos pela administração da TACV”, denunciam.
Essa central sindical alerta ainda que “a estratégia utilizada pela TACV” tem conduzido ao “desequilíbrio psicológico”, ao “invés de chamar os trabalhadores ou seus representantes para dialogar e negociar”, tendo em conta que “tudo isso, mexe com a dignidade do trabalhador, enquanto pessoa humana”.
Por outro lado, advertem, “há repercussões económicas, desestruturação familiar, entre outros danos causados pela mobilidade repentina, de uma ilha para outra, do fecho de agências, nomeadamente os de São Vicente e Santo Antão, sem aviso prévio”.
Indemnizações 
Relativamente às indemnizações, esse sindicato avança ainda que a TACV “não vem respeitando o estipulado no Código Laboral no que concerne ao processo de despedimento, o que é absolutamente condenável”.
“A TACV por conveniência recorre-se à figura do despedimento coletivo ignorando e lesando os trabalhadores nos seus direitos adquiridos e não só”.
A UNTC-CS diz ainda que a TACV tem “estado a criar as próprias regras para aplicar, dificultando sobremaneira a vida dos trabalhadores e de seus familiares”, agindo “à margem da lei, o que é inconcebível”.
Outra constatação, dizem, é a “forte pressão exercida sobre os trabalhadores que estão em exercício diário das suas funções, como se não bastassem as pressões inerentes à própria situação”.
Perante este quadro, a UNTC-CS e os trabalhadores “exigem” a reabertura do processo de pré-reforma, a resolução dos pendentes, bem como, o diálogo para a negociação de rescisão por acordo mútuo.

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