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Serra Leoa: Segunda volta das Presidenciais este sábado

A segunda volta das eleições Presidenciais na Serra Leoa, prevista para terça-feira, 27, foi adiada para o próximo sábado, 31, indicou a Comissão Eleitoral Nacional (NEC, na sigla inglesa).

A decisão foi tomada após a Justiça serra-leonesa ter rejeitado um pedido nesse sentido e depois de, no sábado, 24, o Tribunal Superior da Serra Leoa ter ordenado à NEC a suspensão dos preparativos da segunda volta.

Na corrida estão Samura Kamara, ligado ao Presidente cessante, Ernest Bai Koroma, e o antigo general Julius Maada Bio, apoiado pela oposição, os dois candidatos mais votados na primeira volta e que, para o segundo turno, realizaram uma campanha “tensa”, num dos países mais pobres da África Ocidental e gangrenado pela corrupção.

Ibrahim Sorie Koroma, membro do governamental Congresso de Todo o Povo (APC, na sigla em inglês), apresentou um requerimento, a título pessoal, solicitando a interdição da segunda volta, por considerar necessário investigar as acusações de fraude eleitoral – antes de continuar o processo -, incluindo uma recontagem de votos em que se incluam os considerados nulos.

A primeira volta das eleições realizou-se a 7 de Março e o candidato da principal força da oposição, o Partido Popular da Serra Leoa (SLPP), Julius Maada Bio, obteve 43,3 por cento (%) dos votos, ficando à frente do escolhido pelo APC, Samura Kamara, que conseguiu 42,7%.

As missões de observação eleitoral internacionais, nomeadamente, a da União Europeia (UE), consideraram “livres e justas” as eleições de 7 deste mês que, além das Presidenciais, juntou, também, as legislativas e locais, marcadas por uma taxa de participação de 84%.

Na ausência de sondagens credíveis, todos os prognósticos serão especulação, salientaram analistas locais.

Na legislativas, o APC renovou a maioria absoluta no Parlamento, pelo que uma vitória de Julius Maada Bio criará uma inédita coabitação no país.

A Serra Leoa foi palco de uma violenta guerra civil (1991/2002), que provocou 120 mil mortos.

Quando recuperava economicamente dos 11 anos de conflito, viu-se confrontada com uma epidemia de Ébola (2014/16) e com a queda dos preços internacionais das matérias-primas, que voltou a fragilizar a respectiva economia, já de si minada pela corrupção.

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