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Política

PP duvida dos dados do INE sobre desemprego e questiona em que áreas foram criados postos de trabalho em 2017

O Partido Popular (PP) mostrou-se hoje duvidoso em relação aos dados do INE que apontam para a diminuição do desemprego em 2017 e questionou em que áreas foram criados os quase três mil postos de trabalho anunciados.
Em declarações à imprensa no final do encontro quinzenal, o presidente do partido, Amândio Barbosa Vicente, disse que os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), que indicam que o desemprego passou de 15 por cento (%) em 2016 para 12,2% em 2017, não correspondem à realidade cabo-verdiana.
Neste sentido, defendeu a necessidade da criação de uma instituição para escrutinar os dados antes de serem divulgados, bem como a alteração da metodologia e do modelo do inquérito ao emprego.
“Nós temos alguma reserva em relação à metodologia utilizada porque, até certo ponto, pode levar à manipulação dos dados. Por outro lado, questionamos ao Governo em que áreas e sectores foram criados os quase três mil postos de trabalho”, questionou.
Outro assunto analisado durante a reunião tem a ver com a participação do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) no capital social da Banco Africano de Importação e Exportação (Afreximbank).
Neste particular, Amândio Barbosa Vicente disse que o PP entende que o INPS é uma instituição de segurança social que tem de centrar na sua função social e servir os cidadãos contribuintes e não se posicionar com uma empresa com foco no lucro.
“Nós temos problemas de acesso aos medicamentos nas farmácias, nas evacuações dos doentes para o estrangeiro, cidadãos contribuintes que, apesar de contribuir, acabam por passar vários constrangimentos. Por isso, achamos que o INPS deve centrar na função social”, afirmou frisando que esse instituto não foi criado para ser mais uma empresa à busca de lucro.
A regionalização foi outro ponto de agenda da reunião dos populares que entendem que antes de avançar com a questão deve haver sim, um trabalho prévio, isto é, reformar o Estado pela via da alteração da Constituição e só depois avançar com o processo.
“Não podemos ver novos órgãos regionais, como o Parlamento e Governo regionais continuando com o actual Parlamento e o Governo tão gordos. Portanto, nós entendemos que é necessário recentrar a questão da regionalização e avançar primeiro com a reforma do Estado”, explicou.
O Partido Popular abordou também questões relacionadas com o inquérito parlamentar ao Novo Banco, recentemente apresentado ao presidente Parlamento.
O presidente do partido afirmou que não há dúvidas que a falência do Novo Banco, declarada em Março de 2017, foi motivada pela má gestão e disse esperar que esse inquérito não seja mais um para ser colocado na gaveta.
“Esperamos que os responsáveis pela má gestão sejam responsabilizados e punidos”, salientou.
Durante a reunião, o PP analisou a pertinência da petição sobre a Justiça em Cabo Verde (Mais e melhor justiça), entregada ao Parlamento e que tem como mentor principal o advogado Amadeu Oliveira.
Sobre esse assunto, Amândio Vicente adiantou que a direcção do partido vai ainda nesta semana endereçar uma carta ao procurador-geral da República questionando em que pé se encontra a investigação das denúncias feitas pelo advogado sobre alegada “mafia” existente no sistema judicial em Cabo Verde.
Inforpress

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