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Sociedade

Problemas financeiros são uma barreira para aqueles que terminam o secundário e querem entrar na universidade

A questão de financiamento, ou a falta dele, é um dos principais desafios para os estudantes que saíram agora do secundário e que pretendem entrar na universidade.

Esse é o sentimento partilhado, pelo menos, entre os alunos da Escola Secundária Manuel Lopes, na Calabaceira Praia, ouvidos pelo A NAÇÃO online.

Em pleno dia de imposição de fitas, na passada sexta-feira, 6, as expectativas eram altas entre os finalistas. Uma das preocupações dos nossos entrevistados é a falta de condições financeiras para entrar numa universidade ou fazer uma formação profissional, depois de concluído o 12º ano.

Sandra Tavares conclui o 12º ano na área de Humanística e o seu desejo é cursar jornalismo. Porém, conta que, “por causa de problemas financeiros”, não deverá entrar na universidade e nem fazer uma formação profissional.

Na mesma situação, encontra-se Emanuel Tavares, da mesma área de ensino e que, para já, vai por os estudos de lado. Conforme conta, os seus planos são entrar na “formação militar” e, de seguida, fazer uma “formação policial” e “só depois fazer um curso de Direito.”

Daqueles que apesar das dificuldades financeiras vão continuar os estudos, o primeiro passo foi candidatarem-se a uma bolsa de estudos, de preferência no exterior.

É o caso de Daniela de Pina e Joaline Barbosa. Ambas já entregaram as suas candidaturas na Direcção Geral de Ensino Superior (DGS) e na Câmara Municipal de Praia.

Daniela quer tirar o curso de médica-cirurgiã. China, Brasil e Portugal são os países que tem em mente. Já Joaline  quer ser gestora portuária, e tirar o curso no exterior. “Senão conseguir bolsa, a última opção é estudar aqui em Cabo Verde”, finaliza. Para já, a esperança permanece até que saia o resultado da bolsa.

RG

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