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Política

Olavo Correia defende criação de instituto de governação corporativa

O vice-primeiro ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia defendeu ontem, na capital, a criação de um instituto de governação corporativa.
Olavo, que discursava no encerramento da apresentação de uma parceria estabelecida entre uma das quatro maiores empresas de consultoria do mundo, a Ernest& Young (EY) e a recém criada empresa cabo-verdiana AYS, agradeceu a “confiança” da EY depositada em Cabo Verde.
“É disto que precisamos e é isso que queremos (parcerias) para gerar emprego para os cabo-verdianos. Por isso podem contar com todo o suporte e apoio do Governo cabo-verdiano”, disse.
O mesmo garantiu ainda que Cabo Verde tem estado a criar um “quadro de confiança” de investimento e em termos de fiscalidade para o “ecossistema empresarial” e lembrou que para fazer crescer a economia são precisas “empresas” privadas.
Empresas “bem governadas, transparentes” e que se rejam pelas regras de “prestacção de contas” e “accountability”, e ainda que tenham em conta a “responsabilidade social na sua gestão”.
Nesse sentido defendeu que as “empresas de auditoria são fundamentais” para a transparência e prestacção de contas.
O tal instituto da governação corporativa, disse, servirá para fomentar a “cultura da transparência” e, entre outras coisas, contribuir para a formação de quadros.
A AYS é uma empresa jovem cabo-verdiana que tem como sócio-gerente Luís Aguiar, que até há bem pouco tempo era quadro da EY.
Segundo Luís Aguiar, a empresa nasceu da ambição de traduzir a experiência internacional dos seus sócios numa oferta de serviços ligados à auditoria e consultura de “elevada qualidade”.
Uma parceria que, na sua óptica, irá trazer inúmeras mais valias para o mercado nacional, tendo em conta os desafios do país, entre eles, a questão do hub aéreo e o de transformar Cabo Verde numa “plataforma de serviços”.
Luís Aguiar, que já foi ex-administrador da Cabo Verde Trade Invest, destacou, além dos serviços de auditoria, contabilidade e fiscalidade, outros serviços que a AYS, em parceria com a EY, irá prestar como apoio a investidores, em diferentes valências.
A ideia é também apostar na formação de quadros e começar a utilizar recursos humanos cabo-verdianos no país para integrarem as equipas de consultoria da EY, em Cabo Verde.
A EY tem mais de 700 escritórios em 150 países e em Cabo Verde presta auditoria na maioria da entidades bancárias do país, sendo também especializada em apoio a privatizações.
A empresa apoiou recentemente Cabo Verde na realização das duas últimas edições do Fórum Cabo Verde, em Lisboa.
 
 

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